A atuação abaixo e a derrota deste domingo (9) para o Athletic não pode ser simplesmente um "jogo para esquecer". Muito pelo contrário. Após a derrota por 2 a 0 para o Athletic, neste domingo (9), em São João del Rei, o treinador contrariou o conhecido ditado de que há partidas que precisam ser esquecidas e afirmou que o resultado deve servir como aprendizado para a sequência da Série B.
“De maneira nenhuma é para esquecer. A gente tem que guardar, ver onde a gente errou, ver o que a gente pode melhorar e trabalhar para que a gente volte a vencer já no sábado em casa”, afirmou Baptista.
LEIA MAIS
- Criciúma é superado pelo Athletic e encerra sequência de 15 jogos invicto
- Ao vivo: Athletic 2 x 0 Criciúma
- Criciúma alcança marca histórica na Série B que virou acesso em quase todas as campanhas
O treinador reconheceu que o Criciúma teve uma queda de rendimento na segunda etapa, especialmente depois de um primeiro tempo em que conseguiu manter o jogo sob controle, mas voltou a destacar que o principal objetivo agora é identificar os erros e reagir rapidamente. A derrota interrompeu uma sequência de 15 partidas sem perder, mas não tira o Tigre da liderança da Série B.
Mudanças e busca por reação
Baptista explicou algumas das alterações realizadas durante a partida. A entrada de Romarinho no intervalo, por exemplo, teve como objetivo aumentar a velocidade para combater a estratégia do Athletic, que utilizava bolas longas para explorar o espaço nas costas da defesa.
“Eles estavam alongando bastante a bola no Carlinhos. E o mais perigoso não era a bola no Carlinhos. Era a casquinha dele e a velocidade atrás. Eu tinha que aumentar a velocidade ali”, explicou.
O treinador também justificou a escolha por Cauê Santos no time titular após a lesão de Otero. Segundo Baptista, a intenção era colocar um homem de referência dentro da área e aproveitar uma possível fragilidade do Athletic nas bolas aéreas.
“Eu tinha que colocar um camisa 9. Então, foi uma escolha que a gente fez, de ter um homem a mais ali, trabalhando várias vezes, em vários momentos, junto com o Cauê”, afirmou.
Substituições no segundo tempo
No segundo tempo, após sofrer o segundo gol, o Criciúma passou a correr mais riscos em busca da reação. Baptista rejeitou, porém, a ideia de que as alterações ofensivas tenham sido feitas de maneira desesperada.
“Não tem desespero pelo resultado, tem uma estratégia. A gente colocou o time bastante para frente. A gente tinha que empatar o jogo e você acaba desfigurando um pouquinho o contexto defensivo ali. Mas a gente tinha que arriscar”, explicou.
A derrota deixa uma lição para o Criciúma, que volta a campo no próximo sábado (15), contra o Goiás, no Estádio Heriberto Hülse. Para Baptista, a resposta precisa vir rapidamente, sem ignorar o que aconteceu em São João del Rei.
Treinador volta a cobrar letalidade
Baptista reforçou que o Criciúma precisa aprender com a derrota, principalmente em partidas disputadas sob condições desgastantes. O confronto começou às 11h, em um dia de calor intenso em São João del Rei, mas o treinador evitou usar a temperatura como justificativa para o resultado.
“Quando você joga num calor intenso, como nós jogamos hoje, não colocando a desculpa no calor de maneira nenhuma, você empilha a chance contra o seu adversário, você tem que fazer, você tem que ser letal. Porque o jogo, ele vai, a tendência é que o ritmo dele vai baixando conforme o tempo”, afirmou.
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!