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Na base do Criciúma, é tudo com o Serginho

Coordenador da formação de atletas do Tigre foi o convidado especial deste sábado
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 11/05/2019 - 16:46Atualizado em 11/05/2019 - 16:47
Divulgação
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Em toda edição do Futebol Som Maior com o Timaço na Rádio Som Maior, a equipe apresenta uma entrevista exclusiva com alguém ligado ao cotidiano do Criciúma. Assim foi neste sábado quando, antes de Criciúma 0x0 América (MG), o repórter Jota Éder conversou com Serginho Lopes, coordenador das categorias de base do Tigre.

"Sabemos a responsabilidade que é, gerindo uma base como a do Criciúma, que precisa estar formando atletas para a equipe profissional. Temos nos dedicado muito, com o Grizzo ajudando no campo, com o Benevan na captação", comentou.

Além da formação, os resultados de campo também interessam na base. Na temporada passada, o tricolor ganhou a Copa Sul Sub-20. "Temos um planejamento aqui. Precisamos vencer. Não podemos nos acomodar. Um título na base é importante para o clube, para nós, para os atletas principalmente, e você já forma atletas com nível de pensamento com títulos. Nessas últimas temporadas fizemos boas campanhas, o sub-17 nas últimas três decidiu títulos, o sub-20 foi vice em 2016, campeão da Copa Santa Catarina em 2017 e da Copa Sul em 2018", elencou o coordenador.

Serginho lembra, ainda, da boa estrutura que o Criciúma tem na base. "Temos nos preocupado em melhorar a cada dia. Não podemos nos queixar da estrutura, a comissão técnica profissional, o próprio Kleina tem nos elogiado muito pelo trabalho", enalteceu.

E como anda a movimentação de atletas de uma categoria para outra? Tem o caso do atacante Julimar, que passou quase que direto do sub-20 para o profissional. "Vai da capacidade do atleta. O Julimar e o Reinaldo foram duas grandes surpresas no ano passado, foram muito bem no sub-17, no sub-20, fizeram a transição direta pela capacidade técnica e tática. Mas quando chegam no profissional a comissão sabe o momento certo de colocar o jogador. As transições aqui são conversadas", garantiu.

As saídas de jogadores

O Criciúma já perdeu atletas promissores recém saídos da base, casos recentes do goleiro Vinícius e do volante Bessa, entre outros. "Quando o atleta tem potencial o clube tenta de toda maneira ficar com ele. Se chama no mínimo um ano antes para renovar. Daí entram empresários, outros clubes, e acham interessante levar para outro clube", destacou. "O caso do Christian, foi para o Red Bull, ficou um percentual, o Natan foi para o Palmeiras e ficou um percentual, o Eron está saindo do Santos e em contato para voltar, não teve oportunidades lá", revelou o dirigente. "Todos que entendem de futebol sabem que a concorrência é muito maior em um Santos que no Criciúma. Quando ele (Eron) saiu daqui estava no profissional e era uma promessa", emendou. A saída de Bessa envolveu um impasse financeiro, e ele acabou indo para o Internacional.

De onde vem os talentos

O projeto Tigrinhos, com 24 núcleos em 20 municípios, é um projeto importante de capacitação de jovens atletas. Outras iniciativas como o Anjos do Futsal, o Colégio São Bento, Siderópolis, Içara e demais parceiros também funcionam como parceiros. "Temos acompanhado o campeonato da LUD para captar, é mais fácil trazer um jogador com 11, 12 anos e preparar para chegar no júnior e no profissional", destacou.

Em nível nacional, os ex-jogadores Grizzo e Wilsão colaboram, embora estejam vinculados, e o olheiro Benevan Ribeiro é o profissional que trabalha pelo clube viajando o Brasil. "Cerca de 80% do sub-15 é da nossa região, 50% do sub-17 e 20% do sub-20 são da região. Aqui tem jogadores sim", enfatizou.

A busca por jogadores em grandes clubes também acontece. "Os atletas que saíram do Grêmio e do Inter vieram e viraram atletas de alto nível, Róger Guedes, Dodi, Barreto, Marlon, Gustavo, muitos que acabam não tendo oportunidades nos seus clubes são trazidos e conseguem espaço aqui", relacionou Serginho.

Orçamento

Dentro da necessidade dos últimos três anos, o Criciúma tem conseguido fazer o necessário. "Temos captação pela Lei de Incentivo ao Esporte, esse ano já temos garantidos R$ 3 milhões, mas é bem complicado", referiu o coordenador. "Para a gente ter mais recursos para investir na base", emendou. "Acho que está bem interessante, temos tentado fazer um trabalho", concluiu.

Ouça a entrevista completa de Serginho Lopes no podcast.