Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...
4

Município analisa punir quem não tomar vacinar

Secretaria de Saúde de Criciúma está estudando medida
Vítor Filomeno
Por Vítor Filomeno Criciúma, SC, 11/10/2021 - 10:35
Foto: Arquivo/4oito
Foto: Arquivo/4oito

O secretário de Saúde de Criciúma, Acélio Casagrande, afirmou que o Município estuda penalizar aquelas pessoas que não tomaram a vacina ou não completaram o esquema vacinal. Antes, o prefeito Clésio Salvaro havia dito que a cidade poderia punir com a retirada da prioridade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para quem ainda não se vacinou. Em entrevista ao Programa Adelor Lessa desta segunda-feira, 11, o secretário Acélio comentou essa medida ainda em análise.

“Aquelas pessoas que não tomam a vacina, além de estarem se prejudicando com o possível agravamento da doença, colocam em risco outras pessoas. Portanto, existem legislações sanitárias do Brasil e do Estado onde as pessoas que colocam em risco outras pessoas são muitas vezes penalizadas. Nós não gostaríamos, em momento nenhum, de prejudicar A, B ou C, mas as pessoas que não tomam a segunda dose ou a do reforço, causam isso. Já ultrapassam as dez mil pessoas que não tomaram a segunda dose no prazo em que já deveriam ter tomado. Colocamos à disposição todas as unidades de saúde, já foram feitas diversas ações de horário estendido para que as pessoas comparecessem. Estamos à disposição ainda aos sábados no Salão Paroquial da Santa Bárbara, Então, não é por falta de estrutura, não é por falta de comunicação, não é por falta de nada. Então, essa questão de quando o prefeito diz a essas pessoas que elas passam a não ser prioridade para a gente, porque realmente elas é que estão se colocando nessa situação de não ser prioridade”, afirmou Acélio.

Ele ainda disse que não há nada definido e que o Executivo tem discutido bastante essa ideia. “Nós temos aqui uma equipe técnica debatendo isso, analisando todas essas possibilidades para poder fazer ainda com que essas pessoas que não vacinaram se vacinem ou digam o porquê. Então, existe vontade de fazer com que as pessoas tenham esse entendimento de que, se ela não vacinou e não está cuidando do próximo, não vai haver o mesmo cuidado que o poder público tem com todos”, argumentou o secretário.