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Moacir Fernandes não será presidente do Criciúma

Ex-presidente explica como andam as negociações para o novo modelo de gestão do Tigre
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 02/06/2020 - 09:07Atualizado em 02/06/2020 - 09:09
Arquivo / 4oito
Arquivo / 4oito

Desde o anúncio da renúncia do presidente Jaime Dal Farra - que deixa o comando do Criciúma e encerra a parceria via GA no fim do ano - estão ocorrendo movimentos de bastidores para a sucessão. Uma reunião já ocorreu entre ex-presidentes para discutir um modelo rumo ao futuro do Criciúma.

"Já houve uma reunião, as informações todas que foram muito boas, para ideias, mais conversas. Foi a primeira de uma série. Isso está sendo comandado pela diretoria do Conselho Deliberativo", afirmou o ex-presidente Moacir Fernandes, que vem participando das articulações, em entrevista ao Programa Adelor Lessa na Rádio Som Maior. "A princípio a proposta de um sistema de cotização abrangendo também os pequenos investidores que queiram, será um processo deixando o Criciúma totalmente independente. Um sistema aprovado pelo Conselho e que lá no futuro, se vai demorar dois, três, quatro anos para se retirar esse dinheiro. É um dinheiro de investimento. O dinheiro da manutenção temos que dar um jeito via sócios, venda de produtos do Criciúma, camarotes e outros. O dinheiro de manutenção nós temos que dar um jeito", explicou.

Dal Farra participando

O atual presidente Jaime Dal Farra deverá participar do novo modelo. "Entendo que ele pode ser um dos investidores sim", considerou Moacir. É possível, também, uma antecipação da transição. "Acho que pode. É questão de entendimento. Cabe à nova diretoria, que precisa de um rumo para conversar com a diretoria atual", reforçou. 

Moacir garantiu que não será o novo presidente. "Não existe essa possibilidade. Eu me propus a ajudar nas diretrizes mas nós temos que compor nova geração. Não podemos morrer na casca, tem muita gente jovem aí, médicos, engenheiros, advogados, muita gente jovem e com capacidade que quer participar", destacou.

Nova diretoria

A nova diretoria não será eleita ao longo de junho, garantiu Moacir Fernandes. "Em junho não deve acontecer nada. Deve acontecer pelo mês de julho, até por causa dessa pandemia. Aqui em Criciúma a gente esperava que não aumentaria, mas está aumentando", comentou. "A maioria desse pessoal que vai se reunir está numa faixa etária de risco, então tem que cuidar um pouco. E a gente colocar mais de 20 pessoas reunidas, por uma, duas horas, as coisas devem se definir durante julho", emendou.

Outros projetos

Para a futura gestão, Moacir pontuou a importância de buscar outras fontes de receitas para manter, por exemplo, o CT Antenor Angeloni. "O projeto do CT para captação, viabilizar a manutenção da base. Esse é um projeto que existe no governo e a gente teria que pegar essas empresas todas, nos juntar, para quem paga Imposto de Renda fazer uma dedução direta", relatou.

Uma próxima reunião está sendo programada entre os ex-presidentes e outros interessados em integrar a nova fase do Criciúma. "Há alguns interesses. Agora haverá uma reunião maior, esperamos que passe essa pandemia para que a gente possa reunir 20, 30. Agora está em fase de listagem de nomes por parte do Conselho. A primeira foi com 12, a segunda será com 25, 30, já pensando numa definição. Logo após entendo que que deveria se eleger a nova diretoria, o novo presidente, mesmo que ela não assuma de vez, mas existem cargos como vice Administrativo que está vago", informou.

Ainda sobre o modelo para o futuro do Tigre, a intenção é buscar jovens para compor a diretoria a suceder Jaime Dal Farra. "Não é profissional, é uma gestão compartilhada dentre esses 25 ou 30 cotistas. Vai ter gente jovem que quer participar também, da nova geração, vamos tentar uma nova geração. Tem gente com boas ideias que precisa ser aproveitada, e que querem participar. Eu acho que além de investidores também, dentro desse grupo que ficaria aprovado pelo Conselho", referiu.

Ouça a entrevista do ex-presidente Moacir Fernandes no podcast: