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Kleina: "Não é o Barcelona" (VÍDEO)

Técnico reclama a falta de "DNA da divisão" e cita "crise de identidade" no Criciúma
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 08/06/2019 - 19:14Atualizado em 08/06/2019 - 19:25
Fotos: Jota Éder / Vídeo: Marco Búrigo / Timaço / Rádio Som Maior
Fotos: Jota Éder / Vídeo: Marco Búrigo / Timaço / Rádio Som Maior

"A gente lamenta muito o gol. Para nós é um parto para fazer o gol". Foi uma lista de lamentos de Gilson Kleina após o empate em 1 a 1 com o Vila Nova neste sábado, no Heriberto Hülse, em resultado que manteve o Criciúma na zona de rebaixamento da Série B, agora com 6 pontos.

Kleina reclamou, e muito, do gol sofrido, apenas três minutos depois do 1 a 0 marcado por Léo Gamalho. "Se a gente vê a origem do escanteio, a gente perde uma bola aqui na frente, tivemos o rebote, não simplificamos, perdemos a bola no primeiro pau, viaja no segundo e o adversário faz o gol sozinho dentro do gol. O momento é difícil, vamos simplificar, vira guerra. Não é o Barcelona. Essas coisas chateiam demais. A gente precisa do resultado e por detalhes deixamos escapar", lamentou. "Lamento que a bola estava com a gente. É uma fase que, poxa, tem que passar", completou.

A crise de identidade do Tigre vem preocupando o treinador. "Não quero tirar os méritos do Vila Nova, usou bem os lados do campo, mantive uma plataforma de jogo do segundo tempo, estamos passando por uma crise de identidade, daí temos que mudar durante o jogo", observou. Ele demonstrou inquietação, ainda, com a capacidade de marcação da equipe no momento em que precisou ir ao ataque. "No intervalo corremos o risco, tanto o Eduardo quanto o Wesley não são de contenção, mas precisava melhorar a saída de bola. Tentei fazer um time mais agressivo, não conseguimos prender essa bola na frente", detalhou.

No fim das contas, pela pressão que o adversário exerceu, Kleina reconheceu que o ponto foi importante. "Somamos um ponto. Claro que é ruim no momento da tabela. Estamos fazendo tudo. É tentar corrigir, conversar e bem com o Maringá, nossa equipe tem que melhorar e muito", avaliou o treinador. "Desistir não é a palavra. Na hora que fizemos o gol, era hora de dar uma fechadinha, ficamos muito expostos, pensei que tinha mais uma substituição, não tinha", emendou.

O próximo adversário deve impor dificuldades. "Vamos pegar o Brasil que perdeu quatro e agora ganhou três seguidas. Ganhou com um gol contra. Essa fase tem que vir para o Criciúma. Vamos continuar trabalhando, eu não desisto nunca, vou fazer de tudo para ter um resultado bom na terça-feira", destacou. "Precisamos do DNA da divisão", disse, ao citar a necessidade de uma nova forma de jogar. "Eu já tentei duas, três formas. Precisamos de uma forma com mais força, mais intensidade no campo do adversário", detalhou.

Kleina sendo observado na coletiva pelo diretor executivo João Carlos Maringá

Terça-feira tem Brasil x Criciúma no estádio Bento Freitas, em Pelotas, a partir das 19h15min.