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Júlia Zanatta filia-se ao PL e anuncia pré-candidatura ao Paço

Participaram do evento de filiação o senador Jorginho Mello e o ex-prefeito Márcio Búrigo
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma - SC, 13/02/2020 - 15:05Atualizado em 13/02/2020 - 15:09
Foto: Luana Mazzuchello
Foto: Luana Mazzuchello

Ocorreu no começo da tarde desta quinta-feira, 13, a filiação da advogada Júlia Zanatta ao Partido Liberal (PL) de Criciúma. Esteve presente no evento o senador Jorginho Mello e o ex-prefeito Márcio Búrigo, coordenador municipal da sigla. O nome de Júlia Zanatta foi escolhido para disputar a majoritária da eleição municipal de 2020.

A advogada faz questão de destacar: apresenta-se como a candidata de Jair Bolsonaro. Ela é amiga do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e cumpriram agenda juntos na vinda do deputado para palestra em Criciúma.

"Tenho muito orgulho de ser a candidata do Jair Bolsonaro. Nessa eleição, tem gente que vai disputar isso. A família Bolsonaro não vai deixar qualquer um se intitular candidato dos Bolsonaro. Eles estão vigilantes. Eu, com a amizade que tenho com a família, tenho orgulho disso, de ser a candidata do Bolsonaro e do Jorginho Mello", disse Júlia.

A indicação de Júlia para a candidatura pelo PL foi cercada de polêmica. Jeferson Monteiro tinha a expectativa de ser o escolhido; ele deixou o MDB e filiou-se ao PL no ano passado para ser candidato a prefeito. O partido tinha a projeção de anunciar quem seria o candidato em março, mas a decisão foi antecipada para o começo de fevereiro.

"Nós tínhamos um pré-candidato, o Jeferson Monteiro, nada contra, está tudo certo. Eu disse para ele ter paciência, que faríamos pesquisas e veríamos em março quem estava melhor situado. Antecipei essa decisão porque a Júlia estava muito melhor. Não houve virada de mesa, nada extraordinário", afirmou Jorginho Mello, em coletiva de anúncio da filiação de Júlia nesta quinta.

O coordenador municipal do PL, Márcio Búrigo, falou sobre os desafios que Zanatta terá na corrida eleitoral: terá que angariar um grupo forte para a lista de candidatos a vereadores.

"O maior desafio, como todos os pleitos, é sensibilizar o eleitor para um projeto. Temos que elaborar um plano de governo e ação política e colocá-lo em prática. A Júlia tem que ser candidata, reunir um grupo de vereadores e estar afinadíssima com o senador e com os projetos do PSL em Brasília", projetou Búrigo.

De acordo com Jorginho Mello, há uma lista grande para a corrida ao legislativo municipal: o partido foca em nomes que entrem na onda da "nova política". "Estamos atrás de gente que nunca disputou eleição. Temos uma lista com bastante gente e vai sobrar. Não estamos com pressa, não estamos fazendo negócio", apontou o senador.

Relação política

Um nome que não figurava nas eleições municipais e que precisará se apresentar ao público. Assim Zanatta define o desafio que terá pela frente na eleição municipal. "Maior desafio é vencer a campanha. Me mostrar pras pessoas, sou um nome diferente e novo. Tenho que ter tempo e mostrar meu nome para as pessoas. Eu vou ganhar essa eleição, tenho convicção", confiou Júlia.

Jorginho Mello definiu as bandeiras do PL nacional em alinhamento com o bolsonarismo e em contraposição com o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL). Chegou a afirmar que a sigla é oposição ao governador.

"PL é o primeiro lugar em apoio a Bolsonaro. Nós temos tudo a ver com a mudança do Brasil, as reformas. O que está acontecendo, só não enxerga quem não quer ver, a imprensa boca torta. Ficam preocupadas com entrevista que ele deu na porta do palácio, se ele chamou atenção de alguém ou não. Os ministros, 99% são Pelé, da melhor qualidade", disse.

Ainda sem um plano de governo, Júlia falou brevemente sobre o que pensa para a administração da cidade, caso seja eleita. "Falta Criciúma ser protagonista no Estado, como já fomos. Protagonismo nacional em muitas áreas, da saúde, geração de empregos. Tudo isso vai ser analisado para o meu plano de governo", concluiu.