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Jessé Lopes não quer carro parlamentar e nem máquina de café

Deputado estadual lembra do começo apoiando Jair Bolsonaro até chegar a Alesc
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 11/02/2019 - 09:03Atualizado em 11/02/2019 - 10:36

Jessé Lopes começou por acaso o processo de entrada na política. No início era um dos apoiadores de Jair Bolsonaro em Criciúma, segundo ele, um dos primeiros. O tempo foi passando, o PSL foi fundado no estado e Jessé acabou candidato a deputado estadual, sendo eleito em outubro. Iniciando sua segunda semana na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), diz que o serviço pesado ainda não começou.

“Comecei a fazer campanha para o Bolsonaro, acho que fui o primeiro, lá em 2010, eu comprei adesivos caríssimos na internet. Todo mundo tinha medo da oposição da época, nunca aconteceu nada comigo, fui fazendo eventos e a onda foi pegando em Criciúma, tenho certeza que muito por causa desses movimentos. No início a ideia era só ajudar”, lembrou o deputado.

Assim que assumiu o cargo, cancelou a utilização da máquina de café em seu gabinete, devido aos gastos elevados. “Eu sabia quanto era o valor daquela máquina de café, porque eu queria ter uma em casa. É um pequeno passo e uma demonstração de algo diferente, as pessoas chegam lá e usam sem saber quanto custa”.

Recentemente uma imagem sua, próximo a taças de vinho, com o governador Carlos Moisés, foi compartilhada nas redes. “Não sei se foi comprado com o dinheiro do Moisés ou se é dinheiro público. Da minha parte eu não bebo, não sei quanto ele gasta. Não sei se existe licitação para a compra de vinho e champanhe”, destacou. Segundo ele, a foto não é de agora.

Oposição no governo

Jessé Lopes disse que estava preparado para algo mais pesado na Alesc, sendo que o enfrentado até aqui não superou suas expectativas. Segundo ele, o PSD já começou a fazer oposição ao Governo Moisés, também pensa que o PT não deverá seguir o mesmo caminho. Explicou ainda o porquê de não ter votado na Mesa Diretora da Alesc.

“Eu fiquei conhecendo a chapa lá, no momento que eles anunciaram. O Kenedy quis querer que fosse unanime. O Julio Garcia eu não conhecia, mas ele me chamou para uma conversa, dizendo que ia apoiar o Governo e a reduzir os gastos da Assembleia, a Mesa não conversou comigo, fizeram uma reunião um dia antes e não me convidaram”, afirmou.

Jessé quer a confiança do povo

“O carro eu devolvi. O político está desacreditado. Muitas vezes não usam aquilo de uma forma certa, correta. Nós temos direito a 22 assessores, mas se tu bota na minha mão 50 assessores eu boto eles para trabalhar, mas não é assim com todas as pessoas. Então eu fiz isso para não cair nesse saco. É importante ganhar a confiança do povo para depois aumentar”, concluiu.

Tags: Jessé Lopes