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Homem que matou modelo gaúcha em SC tem pena aumentada pelo Ministério Público

Jovem foi morta pelo namorado na cidade de Imbituba, no Sul do estado, em 2018

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 25/02/2026 - 16:04 Atualizado há quase um minuto
Isadora Viana foi morta pelo companheiro em 2018 | Foto: Divulgação/Redes Sociais
Isadora Viana foi morta pelo companheiro em 2018 | Foto: Divulgação/Redes Sociais

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O autor do crime que culminou na morte da modelo gaúcha, Isadora Viana, teve a pena aumentada após um recurso do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Anteriormente condenado a 12 anos de prisão, a pena subiu para 16 anos.

O caso ocorreu em 2018, em Imbituba, quando a vítima foi morta pelo namorado Paulo Odilon, após uma discussão sobre uso de drogas. 

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O julgamento do caso foi realizado em 2025, com a pena tendo sido definida em 12 anos, pelo crime de homicídio qualificado por feminícidio. Com a atualização do caso, a condenação impôs um aumento de quatro anos de reclusão.

O que o MPSC alegou na ampliação da pena

A apelação do MP sustentou que a culpa do condenado deveria ser aumentada. A alegação foi de que o réu, que era bacharel em Direito, teria induzido a vítima ao uso excessivo de drogas nos dias anteriores ao crime. Após, cometeu o homicídio sob efeito de cocaína e deixou de acompanhá-la até o hospital.

Segundo o recurso, o acusado teria sido hostil com autoridades policiais, especialmente com o delegado responsável pela investigação. 

No recurso, a Justiça ainda manteve a decisão pela perda do cargo público que era exercido pelo réu. Atuaram no processo os promotores de Justiça, Geovani Werner Tamontin e Patrícia Zanotto. 

Natural de Santa Maria (RS), Isadora Viana tinha 22 anos e foi morta pelo namorado | Foto: Divulgação/MPSC

Relembre o caso

O crime ocorreu na manhã de 8 de maio de 2018. Após o casal ter uma noite de consumo de álcool e drogas, Isadora ligou, por volta das 6h, para a irmã do réu, pedindo ajuda, informando que o namorado passava mal em razão do uso de entorpecentes. O pedido de socorro teria irritado o acusado, que não queria que a família ficasse sabendo do consumo de drogas

Cerca de 30 minutos depois, já sozinho com a vítima, o homem a imobilizou e passou a agredi-la, provocando um trauma abdominal que causou a ruptura da veia cava. A perícia afastou a hipótese levantada pela defesa de que Isadora teria morrido em decorrência de overdose.

Mesmo diante da gravidade das agressões, o réu demorou a acionar socorro. Entre 7h15 e 7h30, fez duas ligações a um amigo médico relatando que a namorada estaria convulsionando e apenas em seguida acionou o serviço de emergência. Quando os socorristas chegaram ao apartamento, a vítima estava inconsciente, mas sem sinais de convulsão. 

Julgamento de 2025 havia definido pena de 12 anos, aumentada para 16 | Foto: Arquivo/4oito

Encaminhada ao hospital, Isadora não resistiu aos ferimentos. O médico de plantão, ao perceber que o quadro não correspondia à versão do acusado, acionou a Polícia Civil, que iniciou as investigações e reuniu as provas que resultaram na condenação. 

Durante o julgamento, amigas da vítima relataram episódios em que Isadora demonstrava medo do comportamento do réu, especialmente quando ele consumia álcool e drogas. Delegados que atuaram no caso também foram ouvidos e detalharam as provas que confirmaram o crime. 

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