O autor do crime que culminou na morte da modelo gaúcha, Isadora Viana, teve a pena aumentada após um recurso do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Anteriormente condenado a 12 anos de prisão, a pena subiu para 16 anos.
O caso ocorreu em 2018, em Imbituba, quando a vítima foi morta pelo namorado Paulo Odilon, após uma discussão sobre uso de drogas.
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O julgamento do caso foi realizado em 2025, com a pena tendo sido definida em 12 anos, pelo crime de homicídio qualificado por feminícidio. Com a atualização do caso, a condenação impôs um aumento de quatro anos de reclusão.
O que o MPSC alegou na ampliação da pena
A apelação do MP sustentou que a culpa do condenado deveria ser aumentada. A alegação foi de que o réu, que era bacharel em Direito, teria induzido a vítima ao uso excessivo de drogas nos dias anteriores ao crime. Após, cometeu o homicídio sob efeito de cocaína e deixou de acompanhá-la até o hospital.
Segundo o recurso, o acusado teria sido hostil com autoridades policiais, especialmente com o delegado responsável pela investigação.
No recurso, a Justiça ainda manteve a decisão pela perda do cargo público que era exercido pelo réu. Atuaram no processo os promotores de Justiça, Geovani Werner Tamontin e Patrícia Zanotto.
Relembre o caso
O crime ocorreu na manhã de 8 de maio de 2018. Após o casal ter uma noite de consumo de álcool e drogas, Isadora ligou, por volta das 6h, para a irmã do réu, pedindo ajuda, informando que o namorado passava mal em razão do uso de entorpecentes. O pedido de socorro teria irritado o acusado, que não queria que a família ficasse sabendo do consumo de drogas.
Cerca de 30 minutos depois, já sozinho com a vítima, o homem a imobilizou e passou a agredi-la, provocando um trauma abdominal que causou a ruptura da veia cava. A perícia afastou a hipótese levantada pela defesa de que Isadora teria morrido em decorrência de overdose.
Mesmo diante da gravidade das agressões, o réu demorou a acionar socorro. Entre 7h15 e 7h30, fez duas ligações a um amigo médico relatando que a namorada estaria convulsionando e apenas em seguida acionou o serviço de emergência. Quando os socorristas chegaram ao apartamento, a vítima estava inconsciente, mas sem sinais de convulsão.
Encaminhada ao hospital, Isadora não resistiu aos ferimentos. O médico de plantão, ao perceber que o quadro não correspondia à versão do acusado, acionou a Polícia Civil, que iniciou as investigações e reuniu as provas que resultaram na condenação.
Durante o julgamento, amigas da vítima relataram episódios em que Isadora demonstrava medo do comportamento do réu, especialmente quando ele consumia álcool e drogas. Delegados que atuaram no caso também foram ouvidos e detalharam as provas que confirmaram o crime.
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