Uma vítima de Palhoça, na Grande Florianópolis, sofreu um prejuízo de aproximadamente R$ 1,6 milhão após cair no chamado golpe do falso advogado. O caso é investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina, que cumpriu dois mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão durante uma operação realizada em outros dois estados.
A ação, denominada Operação Sucumbência, foi deflagrada na última semana, nas cidades de Goiânia (GO) e São Carlos (SP), mas foi divulgada oficialmente pela Polícia Civil nesta terça-feira (20). A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia da Comarca de Palhoça.
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Segundo a corporação, os suspeitos se passavam por advogados para enganar as vítimas e conseguir transferências de dinheiro de maneira fraudulenta. Em um dos casos investigados, o prejuízo financeiro chegou a R$ 1,6 milhão.
Operação teve mandados em dois estados
Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária. As ações ocorreram simultaneamente em Goiânia e São Carlos, com apoio de equipes policiais dos dois estados.
Em Goiás, a operação contou com a participação da Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Já em São Paulo, o trabalho teve apoio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos.
A operação também recebeu suporte financeiro da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O objetivo das diligências foi reunir provas sobre a atuação dos investigados e aprofundar a apuração dos estelionatos.
Justiça determina bloqueio de valores
Além dos mandados de prisão e de busca e apreensão, a Justiça autorizou o bloqueio de ativos financeiros dos investigados. A medida busca preservar recursos que possam ser utilizados para ressarcir os prejuízos causados às vítimas do esquema.
A Polícia Civil não informou o valor efetivamente bloqueado nem confirmou se parte do dinheiro perdido pela vítima de Palhoça já foi recuperada.
As investigações continuam na Delegacia de Polícia de Palhoça para identificar eventuais outros integrantes do grupo e pessoas que possam ter sido prejudicadas pelo mesmo esquema. O caso segue sob investigação para esclarecer a participação de cada suspeito e a extensão dos crimes apurados.
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