Um registro incomum chamou a atenção em Passo de Torres, no extremo sul de Santa Catarina no último fim de semana. Uma foca-leopardo (Hydrurga leptonyx) foi avistada no sábado (20/06), acionando equipes do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP). O animal, considerado extremamente raro na região, foi visto inicialmente por moradores, que comunicaram a ocorrência à equipe da Educamar. Técnicos foram até o local, isolaram a área e realizaram o monitoramento do pinípede ao longo do dia.
Segundo a bióloga Suelen Santos, coordenadora do PMP-BP na instituição, a avaliação inicial indicou boas condições do animal. “Nossa equipe veterinária fez avaliação e constatou que o animal estava responsivo, ativo e com bom escore corporal”, explicou. Apesar do acompanhamento, a foca-leopardo não voltou a ser avistada no domingo nem na segunda-feira, mesmo após novas buscas na região.
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Espécie é típica da Antártica
A foca-leopardo (Hydrurga leptonyx) é uma espécie que habita principalmente regiões circumpolares da Antártica, com presença em ilhas subantárticas. Durante o outono e inverno, pode realizar deslocamentos em direção ao norte, embora registros no sul do Brasil sejam considerados raros, geralmente envolvendo indivíduos juvenis. O animal é reconhecido pelo porte robusto, cabeça e boca grandes, além de dentes fortes. Sua pelagem é acinzentada, com manchas características no dorso e ventre.
Em termos de alimentação, é uma espécie predadora, que pode se alimentar de pinguins, aves marinhas e filhotes de outras focas, além de peixes, lulas, polvos e krill.
Orientações à população
Diante do avistamento, as equipes reforçam cuidados importantes à população:
- Manter distância do animal
- Afastar cães e curiosos
- Não oferecer alimento
- Não tentar devolver o animal ao mar
A orientação é acionar imediatamente o PMP-BP em caso de novos registros de animais marinhos encalhados ou em observação. O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP) é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo IBAMA, no contexto das atividades de pesquisa realizadas pela empresa TGS na Bacia de Pelotas.
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