Nesta semana veio à tona a quantidade de pessoas na fila de consulta em Criciúma que ultrapassa os 15 mil. O assunto foi levantado por Adelor Lessa na Rádio Som Maior, no portal 4oito e também na Câmara de Vereadores.
Nesta sexta-feira, o secretário Municipal de Saúde, Acélio Casagrande, em entrevista na Rádio Som Maior, apresentou a versão do Município sobre o tema. “Criciúma vem atendendo as especialidades, e estamos ofertando oito mil consultas por mês, porém, destes, três mil não compareceram. Marcadas, confirmadas e não compareceram. Deste número que aparece nesta lista de 15 mil, nós temos no mínimo 50% que são retornos. Então diríamos que oito mil das pessoas da lista já foram atendidas pelos especialistas e estão aguardando para mostrar o exame”, comentou o secretário.
Casagrande falou ainda que são mais de 50 médicos clínicos que fazem mais de 30 mil atendimentos por mês nas unidades de saúde. “Durante a pandemia, este número caiu 50%. Podemos atender isso em 30, 60 dias e ir limpando a fila. Sempre teremos fila, principalmente no retorno. Na psiquiatria, por exemplo, 70% são de retorno. Apenas 30% são consultas novas”, salientou.
Especialidades e os números
São 70 especialidades com mais de 50 profissionais que soma 16 mil consultas por mês ofertadas, porém, elas foram suspensas nos últimos dois meses devido à pandemia do novo coronavírus. “Oftalmologia não tem fila. Para cardiologista, uma área mais completa, temos 200 pacientes apenas na fila de espera. Ortopedia temos 300 na fila, mas a maioria é retorno. Reumatologista, quanto mais a população envelhece, teremos que ter mais profissionais no mercado, mas estamos em busca para suprir. Ninguém deixou de ser assistido. Passaram pelo clínico que solicitou a avaliação do especialista”, ressaltou o secretário.

O médico regulador e autorizador da média e alta complexidade da Secretaria de Saúde de Criciúma, Carlos Henrique Nappi, lembrou que o sistema de regulação existe há três anos e falou de algumas especialidades. Temos especialidades com maior dificuldade com relação a profissional. Otorrino há pouco tempo conseguimos um segundo profissional e nisso tivemos um gargalo que até antes da pandemia tínhamos uma fila mais restrita a isso. Mais de 35% dos pacientes de otorrino que estão na fila são pacientes cirúrgicos, tem classificação amarela e que infelizmente a gente precisa da liberação do Estado”, relatou Nappi, explicando como funciona a classificação de prioridade. “A classificação amarela, verde e azul, são em relação a estas prioridades. Amarelo mais imediato, até cirúrgica, o verde que já passaram pelo especialista, deu uma alteração que precisa ter um retorno para avaliação e tratamento, e azul que o exame não deu alterado”, explicou.
“Zerar a fila é utopia”
O médico disse ainda que há um edital aberto desde janeiro para credenciamento de profissionais que também podem ser contratados por consórcio. “É uma utopia zerar a fila. Sempre teremos pacientes na fila. Neste momento de pandemia não cabe julgamento da população, temos uma falta que cresceu em algumas especialidades devido ao medo da pandemia”, pontuou.

DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!