Uma investigação sobre irregularidades em contratos públicos levou o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) a cumprir 20 mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (21), em Monte Carlo e Fraiburgo. A Operação Simbiose apura suspeitas de direcionamento de licitações e desvio de dinheiro público.
O foco são contratos firmados a partir de 2017, durante a antiga gestão municipal. Segundo a investigação, empresas ligadas a um mesmo grupo empresarial receberam mais de R$ 31,6 milhões em pagamentos da Prefeitura de Monte Carlo no período analisado.
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As apurações também apontam indícios de que o esquema pode ter continuado após o fim do mandato, em 2024. Entre os alvos da operação estão uma ex-prefeita e dois advogados ligados às empresas investigadas.
Operação investiga destino de milhões em dinheiro público
A investigação é conduzida pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) e teve início com a análise de contratos na área da saúde. Com o avanço das diligências, os investigadores identificaram indícios de que empresas relacionadas entre si também atuavam em outros setores contratados pelo município.
Entre os pontos apurados estão possíveis irregularidades em licitações, aditivos contratuais e movimentações financeiras suspeitas. A investigação também analisa o uso de pessoas em nome de terceiros e possíveis tentativas de ocultação de patrimônio.
Os principais pontos da investigação são:
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Mais de R$ 31,6 milhões: valor pago pelo município a empresas relacionadas ao grupo investigado.
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20 mandados de busca e apreensão: cumpridos em Monte Carlo e Fraiburgo.
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Contratos desde 2017: período em que teriam começado as irregularidades investigadas.
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Possíveis crimes: corrupção, fraude em licitações e desvio de recursos públicos.
Prefeitura está entre os locais alvo das buscas
Os mandados foram expedidos por determinação do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). As buscas ocorreram em endereços de investigados, empresas relacionadas ao caso e na Prefeitura de Monte Carlo.
Os materiais apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para análise. O processo tramita sob sigilo judicial, e novas informações poderão ser divulgadas quando os autos se tornarem públicos.
O nome da operação, Simbiose, faz referência à possível relação de interdependência entre agentes públicos e integrantes do grupo empresarial investigado, que, segundo a apuração, pode ter favorecido a continuidade dos contratos e a circulação de recursos entre os envolvidos.
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