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Em Forquilhinha, marido é indiciado por mandar matar esposa a facadas

Crime foi registrado em 2017, em Forquilhinha, inicialmente parecendo um caso de latrocínio
Por Francine Ferreira Forquilhinha - SC, 23/01/2019 - 23:01Atualizado em 23/01/2019 - 23:03
Foto: Francine Ferreira / A Tribuna / Arquivo
Foto: Francine Ferreira / A Tribuna / Arquivo

Um caso tratado até então como possível latrocínio, após ser desvendado pela Polícia Civil de Forquilhinha, mostrou-se um feminicídio. Foi preso preventivamente nesta quarta-feira, 23, o marido de Nely Fernandes Schuvinski, de 57 anos, apontado como mandante do crime. Além dele, outros dois indivíduos também foram detidos por terem executado o homicídio, tentando simular um roubo seguido de morte.

A vítima foi encontrada já em óbito pelo próprio marido na noite do dia 27 de julho de 2017, sobre a cama do quarto do casal, na residência localizada nas proximidades de um pesque e pague de propriedade do esposo, no Bairro Nova York. Ela foi atingida por sete facadas no pescoço, queixo, tórax e braço e, da casa, o marido afirmou na época que foi levada uma quantia de R$ 5 mil.

Praticamente um ano e meio depois do registro do crime, o delegado Cícero Costa Aguiar conseguiu desvendar o que aconteceu naquela noite. Ele explica que, até então, o caso vinha sendo tratado como um latrocínio, por conta da afirmação do esposo de Nely, de que dinheiro havia sumido da residência depois da morte da esposa.

“Na época, estávamos com três servidores a menos na equipe de investigação e sentimos muita dificuldade, mas eu disse não iríamos deixar por isso. Encaminhei o inquérito sem desfecho para o Poder Judiciário, mas continuamos investigando e, agora, com um efetivo de mais três policiais, conseguimos chegar à conclusão”, completa.

Latrocínio simulado

A autoridade policial conta que, no início, houve grande dificuldade em encontrar provas e evidências do crime. “Até que conseguimos descobrir o que aconteceu, depois que houve uma briga entre os dois homens que mataram a vítima, e um denunciou o outro, botando a culpa no outro. Com isso, confrontamos essas duas pessoas, que confessaram o crime”, argumenta.

Ambos eram ex-vizinhos de Nely, uma vez que moraram em uma das casas existentes dentro do pesque e pague do marido da vítima, que são normalmente alugadas.

“Inclusive, tínhamos passado pelos nomes dessas pessoas no início das investigações, mas não possuíamos informação nenhuma. Agora, quando tudo veio à tona, os dois trouxeram riqueza de detalhes e confirmaram que foram eles que praticaram o homicídio. Ambos alegaram que foi uma simulação de latrocínio e que foram pagos pelo marido de Nely, que queria matar a própria mulher”, acrescenta Aguiar.

O delegado afirma, ainda, que o homem sempre disse não ter relação nenhuma com a morte da esposa, mas que nunca colaborou muito com as investigações. “Percebemos umas coisas estranhas no começo da investigação, que nos fizeram desconfiar, mas não iríamos acusá-lo sem provas. Hoje, entendemos o comportamento dele naquela época”, ressalta.

Os dois executores, assim como o mandante do crime, já foram presos preventivamente. Eles serão indiciados por homicídio qualificado, com a agravante de feminicídio.

O esposo, segundo a autoridade policial, nega qualquer envolvimento na morte da própria mulher.