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“É o pior dia histórico desde 16 de março”, diz presidente da Unimed

Somente nesta segunda, pronto atendimento do hospital atendeu mais de 400 pessoas, com uma taxa de 50% de positivados
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC, 24/11/2020 - 08:16Atualizado em 24/11/2020 - 09:04
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Criciúma e região estão vivendo atualmente o pico da pandemia do novo coronavírus. Os hospitais já estão com os seus leitos praticamente lotados e o número de internações e novos casos diários ultrapassa os dos meses de agosto e setembro - considerados até então os piores em relação a doença. De acordo com o presidente da Unimed de Criciúma, Leandro Avany Nunes, estamos no pior momento da pandemia. 

“No final de julho, que foi o nosso pico, tínhamos 130 atendimentos no P.A. Naquela época, 20% dos exames das pessoas que nos preocupavam davam positivos. Ontem foram mais de 400 atendimentos no P.A, com uma taxa de positividade de sintomáticos de 50%”, pontuou Leandro. “É o pior dia histórico desde 16 de março”, completou.

Ainda nesta segunda-feira, 23, a Unimed de Criciúma anunciou a suspensão das cirurgias eletivas, devido a situação de lotação dos leitos. O hospital conta atualmente com 62 pacientes internados e 18 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Somente na segunda, foram 12 novas internações.

“Temos um grande problema na mão, o sistema de saúde pública deve entrar em colapso nos próximos dias. A saúde suplementar tem mais margem de manobra, mas estamos bastante preocupados também, porque não era esperada tamanha disseminação”, ressaltou Leandro.

O presidente da Unimed acredita que esse grande aumento de transmissão da doença vems e dando nas últimas quatro semanas, com feriados consecutivos que resultaram na lotação de praias e aglomerações das mais diversas. “Culminou com as eleições, que foi o gran finale de tudo isso”, disse. 

A Unimed deverá começar, nos próximos dias, a utilizar também os leitos de UTI do Hospital São João Batista para internação de pacientes com Covid-19. As próximas semanas, segundo Avany, terão de ser completamente dedicadas ao tratamento de pacientes com coronavírus. 

Apesar disso, Leandro ressalta a capacidade de expansão do hospital. “Já trabalhamos com 15, 20 dias na frente. Na semana passada foram abertos novos leitos de UTI com novos respiradores. Podemos suportar até uns 140 pacientes internados, e chegar a 35 ou 40 em UTI. Depois disso, teremos que transferir pacientes. Pelos nosso cálculos, vamos conseguir suportar por essa capacidade de expansão que temos. Nos próximos 10 dias vai aumentar muito, teremos muito assunto para discutir e vai lotar, vai chegar a hora em que vamos ter que dizer: estamos 100% lotados”, disse.

Tags: coronavírus