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É momento de rever benefícios arbitrários

Deputada Paulinha admite “concordância ideológica” com o governador no caso dos defensivos
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma - SC, 18/08/2019 - 18:03Atualizado em 18/08/2019 - 18:04

“Temos benefícios em várias áreas concedidos de forma arbitrária”. Assim, a deputada estadual Ana Paula da Silva, a Paulinha (PDT), que cumpriu roteiro na região de Criciúma nesta sexta-feira, resumiu o passo que entende ser o próximo do governador Carlos Moisés (PSL) na polêmica atual em Santa Catarina, de rever incentivos.

Mas ela concorda que a condução poderia ser diferente. “É um governo recém iniciado. Não podemos exigir perfeição”, pondera. A deputada vê um aspecto positivo no acréscimo de 0% para 17% no ICMS sobre defensivos agrícolas. “Ideologicamente, o governador tem razão, querendo preservar a vida e a saúde de agricultores e consumidores. Mas faltou ao governo a percepção do momento. O Estado não pode perder competitividade”, avalia.

Compreendendo que houve o aspecto positivo de levantar a discussão, Paulinha observa que “o governador tem esse estilo teimoso, e precisa recuar para seguir a ordem das coisas”. “Quem precisa usar o defensivo vai continuar usando. Não podemos demonizar os defensivos”, afirma. “Mas não se pode oferecer incentivo a algo que pode oferecer danos”, destaca.

A intenção é boa

Convidada a analisar os pouco mais de oito meses do governo Carlos Moisés, a deputada faz reparos. “Notamos que é uma gestão bem intencionada, mas nada além disso. Não vimos uma ação efetiva ainda”, percebe.

Paulinha percebe um descompasso entre segmentos. “Tem setores com preparação de avanços e outros que visivelmente não vão deslanchar”, critica. “Sinto falta de envolvimento. O governador poderia aproveitar mais os líderes que estão aí, que poderiam dar ideias e ajudar”, enfatiza.

O porém das estradas

A região carbonífera está oficializando sua adesão, via consórcio, ao Projeto Recuperar, ação que vai repassar recursos do Estado aos municípios para manutenção de rodovias. “Qualquer coisa era melhor que nada. O Estado há muito não coloca a mão nessas estradas, se o recurso chegar vai ser bom. Enxergo um lado positivo”, avalia a deputada. Para Paulinha, a tentativa é importante. “Pode não dar certo, mas a direção foi positiva”, sinaliza.

Não vai à reeleição

Em recente participação no Fórum do Amanhã, que o Tribuna de Notícias e a Rádio Som Maior promoveram no Balneário Rincão, Paulinha revelou a sua predileção pelo Executivo em relação ao Legislativo. E reafirma agora.

“Não estou nem aí para o mandato. Me pus candidata por circunstâncias do momento. É importante pelo amadurecimento, mas não sou do parlamento”, aponta. “Se depender de mim a escolha, vou para o Executivo”, revela. A deputada adianta que, hoje, não tem intenção de buscar a reeleição. “Não sou candidata, não me vejo deputada de novo, e quero agora viver intensamente o meu mandato”, refere.

Mas Paulinha descarta, ao menos por enquanto, uma tentativa de majoritária estadual. “Governadora, vice ou senadora, eu não fiz nada por Santa Catarina para chegar nesse estágio”, conclui.