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"É difícil um projeto que afronta a vida dos trabalhadores", diz Padre Pedro sobre Previdência

Deputado petista esteve no Programa Adelor Lessa desta sexta-feira
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma, SC, 18/06/2021 - 08:09Atualizado em 18/06/2021 - 08:13
Deputado estadual Padre Pedro (Foto: Vitor Netto / 4oito)
Deputado estadual Padre Pedro (Foto: Vitor Netto / 4oito)

O deputado estadual Padre Pedro (PT) manteve uma postura reticente em relação à Reforma da Previdência que deve ser apresentada pelo governo Moisés à Alesc até a quarta-feira da semana que vem. Em visita ao Programa Adelor Lessa, o integrante da bancada do petista na Assembleia ressaltou que o trabalhador não pode sair lesado, mas que a Previdência precisa sofrer alterações no Estado.

"Numa análise superficial, existe um déficit muito grande da Previdência para garantir a aposentadoria aos servidores. O governo vai ter que encontrar alguma forma, mas ao mesmo tempo se observa que acima do teto pouco se tem contribuído com a Previdência. O rombo maior está no fato de quem ganha além do teto, de historicamente não ter contribuído para garantir a aposentadoria", apontou o deputado.

Segundo Padre Pedro, a bancada petista deve buscar soluções para que a Reforma da Previdência não prejudique os servidores; ele afirmou que será difícil votar a favor de um texto que "afronta a caminhada e a vida dos trabalhadores e trabalhadoras". 

"Vai dar muito debate e nós esperamos buscar uma alternativa de sanear esse problema e não atribuir o peso aos servidores do Estado. Vamos ficar atentos para que se faça uma reforma justa para os trabalhadores e seja importante para o Estado de Santa Catarina", ressaltou.

O deputado falou ainda sobre evitar privilégios no sistema previdenciário. "Deveriam todos estar na mesma situação, não deveria ter regime diferente. Todos deveriam contribuir com o Regime Geral da Previdência, que está posto para todos os contribuintes. Não concordo com privilégios. Deve-se aposentar em cima daquilo que se contribuiu. Em cinco salários, que seja em cima de cinco. Não tem como contribuir em cima de cinco salários e ganhar 30", concluiu.