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Dupla mata homem que cometeu abuso sexual contra criança

Dois jovens, menores de idade, confessaram serem autores do homicídio registrado na segunda-feira em Criciúma
Por Redação Criciúma, SC, 10/07/2019 - 17:07Atualizado em 10/07/2019 - 17:12
Arquivo / 4oito
Arquivo / 4oito

Um homem de 30 anos foi morto defronte à sua casa na noite de segunda-feira, 8, no Bairro HG, em Criciúma. Tão logo começaram as investigações, foi apurado que a vítima teria sido morto por dois homens que chegaram a pé na sua casa, para tomar satisfações dele por um possível crime de violência sexual contra um menino de 4 anos, morador do mesmo bairro.

As diligências avançaram na terça-feira e a equipe da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma apurou a veracidade da motivação para o homicídio, com os investigadores colhendo informações de que, de fato, o homem morto havia estado com o menino violentado, e que os autores do homicídio eram moradores do Residencial San Diego, na região do HG.

Apresentaram-se à Polícia Civil na manhã desta quarta-feira dois adolescentes, um de 17 e outro de 16 anos que, acompanhados por uma advogada, confessaram o crime com riqueza de detalhes. Eles informaram que foram tirar satisfação com o acusado sobre a denúncia de crime sexual e o mesmo respondeu com um deboche. Ato contínuo, um dos jovens sacou o revólver calibre 38 que carregava e atirou três vezes, atingindo a vítima no rosto e nas costas. Daí, os dois fugiram do local.

"A versão apresentada pelos adolescentes confere com os informações e vestígios colhidos durante a investigação, havendo fortes indícios de que de fato foram os autores do homicídio, alegando os dois que o mataram para evitar que o mesmo violentasse mais uma criança, pois no final do ano passado ele já havia respondido inquérito policial por ter molestado sexualmente um sobrinho menor de idade e nada tinha ocorrido com ele", comentou o delegado André Milanese, da DIC.

Os adolescentes foram liberados após a confissão e responderão procedimento policial perante a Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) pelo ato infracional de homicídio qualificado pelo motivo fútil e impossibilidade de defesa. O jovem de 17 anos não possuía antecedentes, enquanto o de 16 anos já contava com passagem por tráfico de drogas.