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"Discussão bastante profícua", diz Giovana Mondardo sobre audiência pública

Reunião convocada pela vereadora tratou da extinção do Parque Morro do Céu
Vítor Filomeno
Por Vítor Filomeno Criciúma, SC, 24/11/2021 - 21:47Atualizado em 24/11/2021 - 21:47
Foto: Vítor Filomeno/4oito
Foto: Vítor Filomeno/4oito

Na noite desta quarta-feira, 24, uma audiência pública foi realizada na Câmara de Vereadores de Criciúma para debater a situação do Parque Municipal Morro do Céu. Presidida pela vereadora Giovana Mondardo (PCdoB), a reunião buscou discutir medidas e argumentos para reverter a extinção do parque, determinada pela Lei nº 7.844, de 16 de fevereiro de 2021, que cria, no lugar, o Parque Turístico e Ecológico do Mirante. Para Mondardo, a discussão foi "bastante profícua".

"Nós tivemos alguns encaminhamentos muito bacanas. Eu acho que a gente pode conduzir para uma discussão sobre uma política ambiental diante do momento de emergência climática que a gente vive, mais concreta, mais pautada de fato naquilo que a gente precisa para nossa cidade. Por isso, os encaminhamentos passaram pela criação de uma parlamentar ambientalista aqui na Câmara de Vereadores", afirmou a vereadora.

Além disso, Mondardo lamentou a ausência de seus colegas. Presencialmente na audiência, havia somente dez pessoas acompanhando, fora os debatedores e quem assistiu à reunião remotamente. "Foi bastante constrangedor do ponto de vista do que o Legislativo pode contribuir e entregar para a população, porque uma audiência pública não é um pensamento único. A gente esperava que a presença dos demais colegas vereadores, entretanto, acredito que deve ter alguma justificativa para que cada um deles não pudesse estar presente", disse ela.

Júlio Bitencourt, um dos representantes do movimento Salve o Morro do Céu, participou do debate e, ao final, elogiou a audiência. "Foi uma audiência bastante positiva. Tivemos moradores, advogados, representantes do movimento e conseguimos expor todas as nossas preocupações a respeito de como a coisa foi feita".

Já o advogado do movimento, Pierre Vanderlinde, ressaltou a questão jurídica de todo o processo. "Não houve nenhuma participação do poder público federal nesse sentido. Então, um dos encaminhamentos foi oficiar ao Ministério Público Federal, para que analise o interesse da União na área, já que é um parque de proteção integral registrado a nível nacional", falou ele.