Tainá Maranhão segue se destacando no futebol brasileiro e pode se tornar uma das maiores vendas da história do futebol feminino em breve. Aos 21 anos, Tainá já é nome consolidado na Seleção Brasileira e no Palmeiras, e deve estar presente na Copa do Mundo de 2027, no Brasil.
Recentemente, a atacante do Palmeiras decidiu o amistoso contra os Estados Unidos, quando fez um gol e foi a melhor em campo na vitória da Canarinho contra uma das melhores seleções do mundo.
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Nascida em Criciúma em 2004, Tainá Maranhão começou a trajetória nos esportes de uma forma diferente: na ginástica. Em entrevista exclusiva ao Portal 4oito, ela relembra suas origens na ginástica e sua mudança de ares para o futebol ainda na infância, até se tornar um dos principais nomes do país no futebol feminino.
Trajetória no esporte começou na ginástica
Tainá começou aos seis anos na ginástica da Fundação Municipal de Esportes (FME) de Criciúma, onde passou oito anos até largar a modalidade em 2018, para focar exclusivamente no futebol.
"Sempre gostei de jogar bola, mas pra mim virou uma realidade nesse momento, era meados de 2014, 2013, por ali. Eu comecei a jogar bola mesmo em 2018, e ainda conciliava o futebol com a ginástica", destaca.
Para ela, o passado na ginástica contribui para sua velocidade e agilidade dentro de campo, principalmente na mudança de direção e nos dribles, sua grande característica nos gramados. "O esporte sempre vai te agregar em alguma coisa. Me ajudou em cair, me estabilizar melhor, mudar de direção. Principalmente no meu físico", avalia.
Do começo no Criciúma para a Seleção Brasileira
Tainá começou a carreira no futebol em 2018, mas já tinha experiências no futsal antes de usar as chuteiras. A sua trajetória mudou quando fez uma peneira no Criciúma e foi aprovada, onde trabalhou com a treinadora Bina Cassol. "Sou muito grata à tia Bina e eu digo que ela foi uma das principais pessoas dentro do meu processo", cita.
Depois do Criciúma, a atacante passou ainda pela base do Internacional, foi emprestada ao Cruzeiro e também jogou no Santos. Desde 2024, está no Palmeiras, onde ganhou destaque e projeção nacional e internacional.
Estreou pela Seleção Brasileira principal em 2025, em um amistoso contra a Inglaterra no Etihad Stadium, casa do Manchester City.
Agora em 2026, ela já é um dos principais nomes e titular da Seleção, e define tudo como 'orgulho'. "Ainda tenho muito a desenvolver, então tudo que eu posso extrair das meninas que são mais velhas, eu consigo extrair o máximo possível pra poder evoluir".
Espelhos no pai e na melhor jogadora da história
Filha do ex-jogador Alex Maranhão, que teve passagens pelo Criciúma e por outros clubes tradicionais do Brasil, a atacante ressalta todo o apoio que teve na carreira. Além do apoio familiar, ela reforça a importância da saúde mental e do comprometimento fora de campo, já que tem psicóloga particular e fisioterapeuta particular.
"Meu pilar principal, a minha base é a família. Quando eu preciso, quando eu tô triste, quem tá lá são eles e eu acho que isso faz total diferença no meu dia a dia", reflete.
Na Seleção Brasileira, Tainá encontrou uma das suas grandes inspirações no futebol: a Rainha Marta, melhor jogadora de todos os tempos. Companheira dentro de campo, Maranhão destaca o extracampo da rainha, e se surpreende pela simplicidade da camisa 10.
"Ela é uma pessoa excepcional, porque de verdade ela tem uma vibe que ela não parece a Marta. Ela é muito parceira, ela fecha, dá conselho, brinca, distrai o ambiente", descreve. Para ela, a característica de drible delas duas se parece, mas brinca que ainda está longe de atingir o patamar da rainha.
Copa do Mundo 2027 e futebol europeu
Destaque no Palmeiras e na Seleção, Tainá está fortemente cotada para fazer parte do elenco na Copa do Mundo de 2027, que será sediada no Brasil. "Se eu estiver lá, vai ser um sonho. E se eu não estiver lá, também vai ser um sonho só por eu ter participado de todo esse processo", minimiza.
Além da Seleção, ela tem atraído interesse das principais equipes do futebol europeu, que já sinalizaram propostas para depois do Mundial em casa. Entre os clubes interessados, estão o Barcelona e o PSG, dois dos melhores times do mundo, que podem torná-la a venda mais cara da história do futebol feminino.
"É quando a gente começa a ver que realmente vale a pena todo o esforço diário, toda a entrega. Eu fico muito feliz com o meu nome rodeando por aí, com muitos clubes, muitas propostas, muitas sondagens. Mas hoje eu 'tô' muito feliz no Palmeiras", conclui.
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