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Criciúmaprev mantém cotas em fundo ligado ao Banco Master e diz ter recuperado 70% do investimento

Aplicação foi feita em 2017, por R$ 5,9 milhões; instituto afirma que vender agora poderia ampliar perdas

Por Lucas Mackowieski Criciúma, SC, 01/07/2026 - 14:40 Atualizado há meio minuto
Instituto diz que venda das cotas neste momento consolidaria um prejuízo maior devido à desvalorização do fundo | Foto: Divulgação/Google Streat View
Instituto diz que venda das cotas neste momento consolidaria um prejuízo maior devido à desvalorização do fundo | Foto: Divulgação/Google Streat View

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A repercussão em torno do fundo imobiliário CARE11, ligado ao Banco Master, não envolve apenas o Içaraprev. Desde 2017, o Criciúmaprev também mantém cotas no mesmo investimento, que é o primeiro fundo imobiliário brasileiro focado no setor funerário e de cemitérios.

A diferença, segundo a direção do Criciúmaprev, é que a maior parte dos recursos já retornou aos cofres da previdência dos servidores municipais. A aplicação foi feita em 15 de dezembro de 2017, no valor aproximado de R$ 5,9 milhões. 

A presidente do instituto, Ana Carolina Mendes, afirma que cerca de 70% do valor aplicado já foi recuperado. O restante permanece investido porque, na avaliação do instituto, vender as cotas agora significaria transformar a desvalorização em prejuízo definitivo.

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Ela ainda explica que o investimento foi realizado quando a legislação permitia aplicar até 5% do patrimônio em fundos imobiliários. Na época, a alternativa foi escolhida para ajudar o instituto a atingir a meta atuarial.

Venda agora aumentaria as perdas

A presidente argumenta que o Criciúmaprev acompanha a situação do fundo por meio do comitê de investimentos e de uma consultoria especializada. A estratégia é aguardar uma oportunidade mais favorável para negociar as cotas restantes.

"O cenário ideal seria a liquidação do fundo e a devolução do patrimônio investido dentro das cotas que ainda nos restam. É isso que a gente está buscando. Se tentar vender pelo preço que está hoje, só vai concretizar um prejuízo muito maior", declara.

Ela afirmou ainda que o instituto segue as orientações previstas na legislação e presta informações aos órgãos de fiscalização. Caso seja necessário, medidas administrativas e judiciais também poderão ser adotadas para buscar a recuperação dos recursos.

Atualmente, o fundo representa apenas 0,03% da carteira de investimentos do Criciúmaprev.

Patrimônio ultrapassa R$ 356 milhões

Além de comentar o investimento, a direção do instituto apresentou um panorama das contas da previdência dos servidores municipais. Segundo o gerente administrativo e financeiro, Adriano Boaroli, o Criciúmaprev possui R$ 356 milhões em patrimônio e arrecada cerca de R$ 13 milhões por mês.

Desse total, aproximadamente R$ 9,5 milhões são destinados ao pagamento de 985 aposentados e pensionistas. O restante é incorporado ao patrimônio e investido para garantir o pagamento dos benefícios futuros.

Gestores afirmam que o investimento questionado representa apenas 0,03% da carteira atual do instituto | Foto: Davi Brabos/4oito


Hoje, a carteira do instituto é formada, principalmente, por investimentos considerados conservadores, como títulos públicos aplicados por meio do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, além de uma aplicação mantida no Banrisul.

"Todas as nossas aplicações, tirando esse pequeno 0,03%, são aplicações seguras", afirma Boaroli.

Segundo o gerente, o patrimônio acumulado garante o equilíbrio financeiro do instituto e serve para assegurar o pagamento das aposentadorias dos servidores nas próximas décadas.

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