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Conselho perde sala na Mina do Mato

Grupo que prestava serviço voluntário em UBS foi impedido de entrar
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 11/02/2019 - 07:19
Divulgação
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Há quatro anos o Conselho Local de Saúde da Mina do Mato, que engloba ainda os vizinhos Mina do Toco, Maria Zanette e Vila Doro, realizava suas reuniões ordinárias mensais em uma sala especialmente cedida e equipada pela comunidade no interior da Unidade Básica de Saúde (UBS). No último dia 6, porém, isso não foi possível.

“A nossa reunião com a comunidade sempre foi lá, mas, a partir de uma determinação da Secretaria de Saúde, não pode mais realizar reuniões de Conselho dentro da unidade”, registra o presidente do Conselho Local, e também do Conselho Municipal de Saúde, Daniel Antunes.

Segundo ele, o problema começou em dezembro. “A secretária (de Saúde, Francielle Gava) veio até a UBS e avisou que não precisávamos mais fazer o trabalho voluntário que fazemos”, recorda. Antunes lembra que o grupo, de 12 conselheiros, atua voluntariamente na unidade repassando informações, fazendo campanhas e orientando a comunidade. “Aproveitamos o dia do agendamento das consultas, quando o movimento é maior, para isso. Era um trabalho efetivo e que dava resultados”.

O presidente, então, levou o fato à reunião ordinária de janeiro com a comunidade. “Por unanimidade, o Conselho Local entendeu que devíamos continuar, não interferimos na administração da UBS, fazemos o trabalho fora”. Nove dias depois, em 18 de janeiro, o grupo voltou à UBS para, novamente, prestar o trabalho voluntário. “Daí fizeram uma denúncia, a secretária veio com três viaturas da PM e seis policiais, lavraram uma ocorrência contra a minha pessoa por perturbação no trabalho”, conta. “Isso causou uma revolta. A secretária mandou trocar a fechadura da nossa sala sem aviso prévio. Ficamos chateados”.

Reforçada a proibição do uso da sala, o Conselho Local promoveu a sua última reunião, na quarta-feira passada, defronte à UBS, na rua. “Nosso papel está sendo desrespeitado. Somos um colegiado fiscalizador e consultivo, e cumprimos um ritual burocrático para isso. Consideramos até que a secretaria se apropriou indevidamente da sala, e de uma forma arbitrária”, analisa Antunes.

O assunto ainda não foi levado à avaliação do Conselho Municipal de Saúde. A reportagem tentou contatos com a secretária de Saúde ontem, sem sucesso.