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Condenado duas vezes em menos de uma semana, réu pega 18 anos por matar taxista com 53 facadas

Homem já havia sido sentenciado pelo feminicídio da tia

Por Matheus Adan Criciúma, SC, 27/07/2026 - 18:16 Atualizado há meio minuto

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Um homem foi condenado a 18 anos e oito meses de reclusão pelo assassinato de um taxista em Jaguaruna, no Sul de Santa Catarina. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri na última sexta-feira (24), após os jurados acolherem as teses apresentadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que denunciou o réu por homicídio qualificado por meio cruel e por recurso que dificultou a defesa da vítima.

De acordo com a denúncia, o crime aconteceu em 15 de junho de 2024. O réu e o irmão retornavam do Rio Grande do Sul para o Sul catarinense em uma corrida previamente contratada com o taxista. Durante o trajeto, já em Jaguaruna, o motorista foi surpreendido pelo ataque e recebeu 53 golpes de faca enquanto conduzia o veículo, não tendo qualquer possibilidade de reação.

Segundo o Ministério Público, a quantidade de facadas caracterizou o emprego de meio cruel, enquanto o fato de a vítima estar ao volante no momento da agressão justificou a qualificadora por recurso que dificultou a defesa.

Após o homicídio, os irmãos abandonaram o corpo do taxista às margens de uma rodovia, em um trecho pouco movimentado. O cadáver foi encontrado apenas no dia seguinte por pessoas que passavam pelo local. O carro da vítima foi deixado em um posto de combustíveis, em Morro da Fumaça.

Acusado mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima | Foto: Arquivo/4oito

Um dos envolvidos foi preso pela Polícia Militar na casa de familiares, ainda em Jaguaruna. Já o irmão fugiu para o Rio Grande do Sul e morreu posteriormente em confronto com a Brigada Militar durante o cumprimento de um mandado de prisão. Conforme o MPSC, ele já era foragido do sistema prisional por outro homicídio.

 Segunda condenação em poucos dias

Esta foi a segunda condenação do réu em menos de uma semana. Dois dias antes, na quinta-feira (23), ele já havia sido condenado pelo Tribunal do Júri de Criciúma pelo feminicídio da tia afetiva, com quem mantinha um relacionamento amoroso.

Na ocasião, os jurados reconheceram a prática de homicídio quadruplamente qualificado. Conforme a acusação, a vítima foi morta com 87 golpes de faca dentro da própria residência, em 1º de junho de 2024.

Pelo feminicídio, a pena foi fixada em 26 anos e oito meses de reclusão. Somadas, as duas condenações chegam a 45 anos e quatro meses de prisão.

Tags: #criciúma

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