Um homem foi condenado a 18 anos e oito meses de reclusão pelo assassinato de um taxista em Jaguaruna, no Sul de Santa Catarina. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri na última sexta-feira (24), após os jurados acolherem as teses apresentadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que denunciou o réu por homicídio qualificado por meio cruel e por recurso que dificultou a defesa da vítima.
De acordo com a denúncia, o crime aconteceu em 15 de junho de 2024. O réu e o irmão retornavam do Rio Grande do Sul para o Sul catarinense em uma corrida previamente contratada com o taxista. Durante o trajeto, já em Jaguaruna, o motorista foi surpreendido pelo ataque e recebeu 53 golpes de faca enquanto conduzia o veículo, não tendo qualquer possibilidade de reação.
- Réu que mantinha relação com tia e a matou com 87 facadas é condenado em SC
- Homem acusado de tentar matar companheira na frente do enteado vai a júri em Meleiro
- Acusado de matar companheira asfixiada e simular suicídio vira réu por feminicídio em Criciúma
Segundo o Ministério Público, a quantidade de facadas caracterizou o emprego de meio cruel, enquanto o fato de a vítima estar ao volante no momento da agressão justificou a qualificadora por recurso que dificultou a defesa.
Após o homicídio, os irmãos abandonaram o corpo do taxista às margens de uma rodovia, em um trecho pouco movimentado. O cadáver foi encontrado apenas no dia seguinte por pessoas que passavam pelo local. O carro da vítima foi deixado em um posto de combustíveis, em Morro da Fumaça.
Um dos envolvidos foi preso pela Polícia Militar na casa de familiares, ainda em Jaguaruna. Já o irmão fugiu para o Rio Grande do Sul e morreu posteriormente em confronto com a Brigada Militar durante o cumprimento de um mandado de prisão. Conforme o MPSC, ele já era foragido do sistema prisional por outro homicídio.
Segunda condenação em poucos dias
Esta foi a segunda condenação do réu em menos de uma semana. Dois dias antes, na quinta-feira (23), ele já havia sido condenado pelo Tribunal do Júri de Criciúma pelo feminicídio da tia afetiva, com quem mantinha um relacionamento amoroso.
Na ocasião, os jurados reconheceram a prática de homicídio quadruplamente qualificado. Conforme a acusação, a vítima foi morta com 87 golpes de faca dentro da própria residência, em 1º de junho de 2024.
Pelo feminicídio, a pena foi fixada em 26 anos e oito meses de reclusão. Somadas, as duas condenações chegam a 45 anos e quatro meses de prisão.
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!