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Comunidade da Escola Rubens de Arruda Ramos não quer o colégio militar

Diretora Eli Dal Magro Nuernberg diz que ainda não foi comunicada de modo oficial
Erik Behenck
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 13/03/2019 - 11:02

A diretora da Escola Rubens de Arruda Ramos, Eli Dal Magro Nuernberg, diz que não recebeu nenhuma chamada sobre a possibilidade de instalação de um colégio militar na unidade. “Sempre são boatos, não tem nada oficial. A secretaria de educação não entrou em contato, a Polícia Militar (PM) não entrou em contado. Nunca fomos comunicados”, afirmou em entrevista ao Programa Adelor Lessa.

De acordo com ela, os pais, os alunos e os professores ficam angustiados com a situação, já que não desejam a instalação do colégio militar no local. Ela entrou em contato com a gerente regional de educação, e irá aguardar o comunicado da Polícia Militar. Antes o desejo era de que fosse colocado na Escola Heriberto Hülse, ambas ficam próximas da sede da PM.

“Esse assunto vem sendo falado faz uns quatro anos. Sempre aqui e no Heriberto. A comunidade não quer a escola militar aqui, ela é a favor, mas em outro lugar. A gente atende 300 crianças, que vivem em áreas de risco. A escola militar é elitizada e eu penso que ela não vai atender os meus alunos”, pontuou.

O deputado estadual Jessé Lopes (PSL) é um dos entusiastas do projeto, que pode sair do papel em 2020. Segundo ele, haveria mais procura do que o número de vagas oferecidas. Citou como exemplo os colégios militares de Goiás, onde servem para melhorar as escolas, apenas com uma nova administração.

“Seria uma forma de ampliar as escolas militares nesse modelo. Aqui em Santa Catarina é mais difícil de impor. Aqui precisa ser 50% das vagas para os filhos dos militares e 50% para civis, eu não sei o critério que eles usam. Em Joinville eles trabalham com 25%, porque não existe demanda, que é o que deve acontecer aqui”, disse.