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Professores não querem colégio militar na Heriberto Hülse

Projeto é implantar a unidade para o ano letivo de 2020 e está sendo conduzido por Jessé Lopes
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 25/02/2019 - 08:03Atualizado em 25/02/2019 - 08:11
(foto: Jotha Del Fabro)
(foto: Jotha Del Fabro)

Projeto existente desde o ano passado e agora tocado pelo deputado estadual Jessé Lopes (PSL), a ideia de instalar um colégio militar na Escola Heriberto Hülse não foi bem vista pelos representantes dessa unidade educacional. O professor Ronivon Teixeira garante que ninguém da escola foi procurado pelo deputado, mas que ficou sabendo do abaixo-assinado citado por Jessé.

“Nós não somos contrários a implantação da escola militar em Criciúma, porque a gente sabe que muita gente tem interesse nesse modelo. Porém, a escola Heriberto Hülse tem um modelo de educação, e a gente não quer substituir por outro que vai atender uma parcela da população”, afirmou Teixeira.

Segundo o professor, a abertura de ensino médio em outras escolas fez diminuir o número de alunos da Heriberto Hülse. “Devido a uma série de questões que vem acontecendo, a escola reduziu o número de alunos. Estávamos com sete salas sobrando, então criamos laboratórios. Foi a única escola selecionada pela Gered para iniciar aquele novo ensino médio”, disse.

De acordo com o deputado Jessé Lopes, já foram colhidas mais de mil assinaturas. Citou que entre 2011 e 2016 o colégio militar de Florianópolis foi bem premiado devido a qualidade do ensino. Disse que entende a posição da escola e que o projeto ainda não está definido, podendo ser escolhido outro local.

“A escola que já se vinha falando e tinha um projeto era a Heriberto Hülse, não é que tem que ser essa escola. Nós só pegamos um projeto e continuamos um trabalho. São números da Gered e não do Jessé, ela trabalha com 30% da capacidade de alunos. Tem uma fila gigantesca para entrar na escola militar, então precisamos de uma que tenha uma defasagem”, comentou.