Um ciclone bomba em formação entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul deve provocar mudanças no tempo na região entre quinta-feira (6) à noite e sexta-feira (7) pela manhã. O fenômeno está sendo monitorado pelos especialistas porque pode ganhar força rapidamente nos próximos dias.
A formação ocorre a partir de uma área de baixa pressão atmosférica próxima ao Uruguai e ao sul do Rio Grande do Sul. O fenômeno deve afetar principalmente o território gaúcho, mas também provoca alterações no tempo em Santa Catarina.
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Vento será o principal impacto no Sul catarinense
No Sul de Santa Catarina, a previsão indica que as áreas próximas às encostas da Serra Geral e os pontos mais altos da serra podem registrar os ventos mais intensos, com rajadas que podem superar os 80 km/h.
Já nos municípios de Criciúma, Tubarão e Araranguá, localizados na planície sul catarinense, a expectativa é de ventos menos intensos, mas ainda com rajadas durante a madrugada e manhã de sexta-feira.
Segundo o meteorologista da Epagri, Márcio Sônego, a região deve sentir os efeitos do sistema, mas não está entre as áreas mais afetadas pelos ventos fortes.
“Ele vai se formar a baixa pressão atmosférica próximo do Uruguai, sul do Rio Grande do Sul, e afeta mais o Rio Grande do Sul. Nós aqui, litoral sul de Santa Catarina, ele afeta mais essas encostas da Serra Geral e também a cumeira da serra ali em cima, onde o vento ele pode passar dos 80 km/h”, explica.
De acordo com Sônego, nas cidades da planície, como Criciúma, Tubarão e Araranguá, as rajadas devem chegar a cerca de 50 km/h durante a madrugada e manhã de sexta-feira. Nas praias, o vento pode ser um pouco mais forte, chegando aos 60 km/h.
“Criciúma, Tubarão e Araranguá, planície aqui do sul catarinense, o vento chega até 50 km/h na madrugada e manhã de sexta-feira. Na praia também o vento é um pouquinho mais forte, até 60 km/h, e em alto-mar o vento também é bem forte”, conta meteorologista.
Possibilidade de ciclone-bomba
O ciclone extratropical recebe a denominação de “ciclone-bomba” quando ocorre uma intensificação muito rápida do sistema, com queda acentuada da pressão atmosférica em poucas horas. Essa condição pode favorecer a ocorrência de tempestades mais intensas, rajadas de vento e possibilidade de queda de granizo.
Os ciclones bombas são sistemas de baixa pressão que se formam, geralmente, em latitudes médias, a partir do encontro entre massas de ar quente e frio. Eles também estão associados à formação e avanço de frentes frias pelo Sul do Brasil.
A intensidade dos impactos depende principalmente do local onde ocorre a intensificação do ciclone. Quando o sistema se fortalece mais próximo da costa, há maior possibilidade de ventos fortes, ressaca e temporais mais severos. Em situações em que a intensificação acontece mais afastada, em alto-mar, os efeitos tendem a ser menores sobre o continente.
Tempo muda entre quinta e sexta-feira
Em Santa Catarina, a quinta-feira deve ter tempo instável, com possibilidade de chuva e temporais isolados. As instabilidades ganham força com a passagem da frente fria associada ao ciclone entre a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira.
Na sequência, o sistema se afasta gradativamente e o tempo volta a ficar mais estável no Estado.
A Defesa Civil de Santa Catarina segue acompanhando a evolução do ciclone e orienta a população a acompanhar os avisos meteorológicos. Os alertas podem ser recebidos gratuitamente por SMS, enviando o CEP da localidade para o número 40199.
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