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Ceusa, Eliane, Cecrisa: Os negócios milionários

Em três anos consecutivos, três transações para a história de marcas nascidas no Sul
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 22/05/2019 - 23:24Atualizado em 24/05/2019 - 16:54
Portinari, com a Cecrisa, agora propriedade da paulista Duratex / Divulgação
Portinari, com a Cecrisa, agora propriedade da paulista Duratex / Divulgação

Em 1953, nascia a Ceusa em Urussanga. Em 2017, o grupo Duratex a adquiria por R$ 280 milhões. Em 1960, nascia a Eliane, em Cocal do Sul. Em 2018, a norte americana Mohawk a comprou da família Gaidzinski por cerca de R$ 950 milhões. Agora, é a vez da Cecrisa. A marca nascida em 1966 em Criciúma, sob a liderança do empresário Manoel Dilor de Freitas e somada à Cerâmica Portinari, passa ao controle do mesmo conglomerado que investiu na Ceusa há dois anos. O negócio, de cerca de R$ 981 milhões, foi fechado nesta quarta-feira, 22, conforme noticiado no blog do jornalista Adelor Lessa.

A Cecrisa viveu o auge entre os anos 70 e 80, sendo referência nacional em revestimentos cerâmicos. Entrou em crise, chegando à concordata no início dos anos 90. Da família Freitas, partiu para a recuperação pelas mãos do consultor Cláudio Galeazzi, que a reabilitou, colocando-a de novo entre as três grandes marcas do Brasil, ao lado das também sul catarinenses Eliane e Portobello.

Mas vivia altos e baixos e, ao fechar em déficit de R$ 34 milhões em 2011, acabou virando objeto de investimento do banqueiro Gilberto Sayão, da Vinci Partners, que à época já aplicava recursos em variadas marcas, até na versão nacional do Burger King. Iniciou comprando 70% da Cecrisa. Pagou R$ 250 milhões, dos quais admitia-se que ao menos R$ 200 milhões seriam empregados, como foram, para amortizar dívidas que superavam os R$ 500 milhões.

Os grandes negócios

2017 - Duratex compra a Ceusa de Urussanga por R$ 280 milhões

2018 - Mohawk compra a Eliane de Cocal do Sul por R$ 950 milhões

2019 - Duratex compra a Cecrisa e Portinari de Criciúma por R$ 981 milhões

A Cecrisa atual

O negócio fechado nesta quarta conserva, ao que tudo indica, a Cecrisa mais a marca Portinari com duas unidades em Criciúma e uma em Santa Luzia (MG), com seus mais de 1,7 mil colaboradores, receita líquida de R$ 652 milhões em 2018 e EBIDTA ajustado de R$ 112 milhões, ou seja, caixa gerado exclusivamente sob suas operações, sem impactos financeiros nem impostos incidentes, o que no mercado significa o real desempenho da empresa. Certamente, um fator positivo que nutriu à Duratex o interesse de fazer o investimento junto à Vinci Partners.

As fases da Cecrisa

Trata-se, portanto, da quarta geração da Cecrisa que está nascendo: da família Freitas da fundação até o início dos anos 90, passando pela recuperação pós-concordata que realocou a empresa ao mercado com eficiência, passando pelos sete anos sob gestão da Vinci e, agora, a paulista Duratex agregando a marca ao seu mix.