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César Smielevski: um visionário da computação

César é sócio-fundador da Betha Sistemas, empresa desenvolvedora de softwares de gestões públicas, e é o convidado do Nomes & Marcas deste fim de semana
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma, SC, 09/11/2019 - 16:09
foto: Arthur Lessa
foto: Arthur Lessa

Ele saiu ainda adolescente da pequena cidade de Turvo para estudar Ciências da Computação na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. Formado em 1983, César Smielevski explorou uma área de atuação até então pouco conhecida, ainda sem muitos recursos para atuação, até se tornar sócio-fundador de uma grande empresa desenvolvedora de softwares para gestão pública - a Betha Sistemas.

Logo após concluir a faculdade, no auge de seus 23 anos, César contou com a ajuda do já experiente engenheiro elétrico Cláudio Balsini para a criação do que viria a ser a Betha - uma parceria que durou muitos anos. “Nós trabalhamos juntos praticamente 28, 30 anos, quase um casamento. Nunca brigamos, sempre decidimos basicamente em consenso. Apesar  da diferença de idade e experiência que ele tinha a mais do que eu, nossa forma de pensar sempre foi muito parecida, e acho que este tenha sido o sucesso do nosso empreendimento”, afirmou.

César explica que, em sua época, ainda não existiam os computadores convencionais que conhecemos hoje em dia. Seus trabalhos e aprendizados eram todos realizados em um IBM 41 - uma máquina enorme que ficava nas dependências da universidade. “Nós estudávamos no computador das onze da noite em diante, porque antes disso eles serviam para a parte administrativa da universidade”, relembrou César sobre os computadores que, na época os melhores, não se comparam aos smartphones atuais.

E os estágios que Smielevski realizou durante a sua formação, apesar de árduos e exigentes, se mostraram de extrema importância para que ele chegasse onde está hoje. “ Foi muito gratificante e, do ponto de vista técnico, foi ali que de fato eu aprendi a programar e acabei trazendo depois para a fundação da nossa empresa no futuro”, destacou.

Já interessado em criar uma empresa para produção de softwares, César viu em uma parceria a oportunidade de informatizar lojas da região, trabalhando ainda sem os computadores convencionais, com programas para controle de estoque, serviços de contas e crediários - assim começava a Betha, em meados de 1985.

Há mais de 20 anos, por volta de 1995, começava a popularização dos computadores produzidos no país - um ponto positivo para a Betha. A expansão da empresa começou com a produção de softwares para gestão pública. Nova Veneza foi a primeira cidade atendida, com um programa de contabilidade pública, Forquilhinha veio logo em seguida e, daí para frente, a expansão só se consolidou. “O diferencial da empresa sempre foi depositar confiança nas pessoas”, declarou.

A seriedade e a confiança nas pessoas foram características que sempre andaram de mãos dadas com o crescimento da Betha, segundo César. E a empresa, apesar de já consolidada no mercado nacional, está sempre buscando maneiras de atender novas demandas, através de novas tecnologias - características de quem está sempre crescendo. “Debaixo da Betha nós temos toda a gestão de uma prefeitura municipal, de uma câmara de vereadores ou de uma autarquia. O que estamos fazendo agora é estar aprimorando tudo isso através de inteligência artificial, através de big data e internet móvel também”, concluiu o fundador.