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“Bolsonaro é um balão de ensaio para Alckmin”

Deputada estadual no RS, Manuela D’Ávilla é a sétima entrevistada da Série Presidenciáveis
Por Clara Floriano Criciúma - SC, 30/11/2017 - 08:02Atualizado em 30/11/2017 - 08:55
(foto: Marcelo Bertani, Agência ALRS)
(foto: Marcelo Bertani, Agência ALRS)

A sétima entrevista da Série Presidenciáveis foi ao ar nesta quinta-feira (30) no Programa Adelor Lessa. Desta vez, a entrevistada foi a jornalista, ex-deputada federal pelo Rio Grande do Sul e atual deputada estadual no mesmo estado, Manuela D’Ávilla (Pcdob). Na entrevista, Manuela falou sobre os objetivos de sua campanha nas eleições 2018, sobre sua carreira política e também sobre outros presidenciáveis, como Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro.

“(Ser lançada como candidata) É motivo de muita alegria. Eu milito há muitos anos no meu partido, desde a época de universidade. Vejo como motivo de responsabilidade. As eleições de 2018 são uma grande oportunidade. É a primeira vez que o meu partido lança uma mulher como candidata”, contou a presidenciável.

Para Manuela, a discussão central das eleições 2018 é a retomada do crescimento da economia brasileira. “Temos muitos problemas sociais, mas o debate do ano que vem é um debate sobre saída da crise política e crise econômica”, afirmou.

Sobre a direita brasileira, Manuela disse que existem candidaturas que não representam a “direta tradicional”. “São, na verdade, candidaturas de ódio. Porque a crise traz inseguranças e medo e esses candidatos se aproveitam disso com discursos raivosos nas redes sociais. Precisamos virar a página neste momento em que mais se agride”, explicou.

Manuela conta que, em 95 anos do PCdoB, é a terceira vez que o partido lança uma candidatura, sendo esta a primeira vez que uma mulher é candidata.

Confira  amatéria compleda após o áudio:

Sobre Lula

Surgiram, boatos de que o partido poderia apoiar a candidatura do presidente Lula e que a deputada poderia ser vice. “É natural que as pessoas, adversários e outros tentem descontruir isso. Mas a minha candidatura veio para ficar”, esclareceu.

Desenvolvimento da economia

Para Manuela, há uma necessidade de ser feito um Pacto pelo Brasil para desenvolver a economia do país. “Precisamos investir na indústria nacional. Precisamos de taxa de juros que sejam compatíveis com o povo brasileiro. acho que o projeto liderado por Temer não serve aos interesses da maior parte do povo”, explicou.

Sobre Bolsonaro

Quando questionada sobre Jair Bolsonaro, Manuela conta que, como foi deputada federal durante oito anos, conviveu bastante com ele. “Eu sei que ele é alguém inexpressível. Eu sei que durante a eleição quando saímos destes memes da internet, a população vai acordar. Bolsonaro é um balão de ensaio para que Geraldo Alckmin saia na avenida sem debater os temas relevantes”, afirmou.

Apesar dos oito anos de convivência na Câmara, Manuela disse que nunca discutiu com o deputado. “Não enfrentei ele porque ele era um parlamentar invisível e eu não. Quero debater com Geraldo Alckmin par ver o que ele tem para o povo brasileiro e para a mulher”, revelou.

Nas Redes Sociais

A presidenciável contou que, desde o início de sua carreira política, utilizou as redes sociais para se comunicar com seu público. “Nunca fiz política sem redes sociais. Sou da época do Orkut. As redes sociais tem essa capacidade incrível de subverter a lógica de que só alguém fala. Mas todo mundo fala nas redes sociais. O que nós temos que fazer enquanto poder público é controlar a divulgação de notícias falsas”, avisou.

O fim da corrupção é importante, mas não resolve todos os problemas do povo brasileiro

Como deputada estadual

Mesmo após oito anos na Câmara Federal, Manuela decidiu voltar e ficar em seu estado. “Eu voltei por uma decisão pessoal minha. Tive um ciclo lá, senti a necessidade de militar nos movimentos sociais do meu estado. Temos as nossas opiniões ideológicas, mas é a vida real que faz com que a gente tenha a opinião mais refinada”, contou.