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Bolsonaro anuncia medidas para manter empregos

Financiamento para micro e pequenos empresários honrar com salários dos seus funcionários está entre as novidades
Denis Luciano
Por Denis Luciano Brasília, DF, 27/03/2020 - 11:39Atualizado em 27/03/2020 - 12:28
Reprodução
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O presidente Jair Bolsonaro anunciou, na manhã desta sexta-feira, 27, um programa de financiamento para micro e pequenas empresas pagarem salários para seus funcionários por dois meses. A iniciativa é uma tentativa de minimizar o impacto da Covid-19 na economia nacional. "O Banco Central está nessa medida em parceria com o BNDES, Ministério da Economia e Febraban", destacou.

Outra medida envolve cheque especial. "O juro vai passar a 2,9% ao mês, alto ainda, mas até poucos meses essa taxa era de 14% ao mês", destacou Bolsonaro. "Vamos também abrir uma linha de financiamento de R$ 5 bilhões para os hospitais com taxa de juros de 10% ao ano. Até pouco tempo era de 20%. E quem deve com taxa de 20%, será reestudado o financiamento", frisou o presidente.

R$ 40 bi para pagar salários

O plano de crédito para micro e pequenas empresas prevê R$ 40 bilhões para financiar dois meses de folhas de pagamento. "O plano prevê disponibilização de linha de crédito emergencial para micro e pequenas empresas, que faturam entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões, se destina exclusivamente ao financiamento de folhas de pagamento. O programa financia dois meses de folha de pagamento, e o volume é de R$ 20 bilhões por mês, R$ 40 bilhões no total", explicou o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. "Isso vai beneficiar 1,4 milhão de empresas, 12,2 milhões de pessoas", calculou. "O programa é limitado a dois salários mínimos. Quem ganha três mínimos, passa a ganhar dois mínimos", detalhou.

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central / Reprodução

Não haverá lucro para bancos nem para o governo com o plano. "Dos R$ 20 bi, R$ 17 bi são financiamento do Tesouro e R$ 3 bi são dos bancos, da Febraban. Tem uma divisão de riscos de 85% para o governo e 15% para os bancos. É uma operação com spread zero", referiu Campos Neto. "São seis meses de carência e 36 meses para o pagamento. Toda empresa que aceitar essa linha de financiamento não pode demitir o funcionário por dois meses, senão não faria sentido o programa. O dinheiro vai direto para as folhas de pagamento, vai cair direto no CPF do funcionário. A empresa fica só com a dívida", completou.

Assista os pronunciamentos no link abaixo:

Tags: coronavírus