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Banhos limitados e catálogo de pessoas: como funcionam os abrigos no RS

Voluntários organizam doações e prestam assistência a desalojados

Por Giovana Bordignon 13/05/2024 - 14:39 Atualizado em 13/05/2024 - 15:30
Abrigo Fênix, em Canoas (RS) | Foto: Enio Biz/4oito
Abrigo Fênix, em Canoas (RS) | Foto: Enio Biz/4oito

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Cerca de 80 mil pessoas estão alojadas em abrigos públicos no Rio Grande do Sul, após serem obrigadas a deixar suas residências devido às inundações. O repórter da Som Maior e 4oito, Enio Biz, visitou um ponto de acolhimento no município de Canoas. O Abrigo Fênix está com 260 pessoas. Para acolher e cuidar dos desabrigados, o grupo dispõe de uma organização.

“Nós estamos tentando dar o melhor que eles possam ter fora de seus lares: acolhimento, uma alimentação quentinha, cama. Mas não é fácil, porque são muitas pessoas, comportamentos diferentes, mas o importante mesmo é que todos estão acolhidos”, frisou a professora, ex-vice-prefeita e ex-secretária de Canoas e coordenadora do Abrigo Fênix, Bete Colombo.

Ouça a entrevista completa com Bete Colombo:

Banhos a cada dois dias

Até então, os abrigados não possuíam água potável nos chuveiros ou mesmo para a higienização dos banheiros. Na limpeza, como o abrigo está localizado em um clube social, a água da piscina é utilizado. Para os banhos, um dia é reservado para mulheres e mulheres com crianças, e o dia seguinte é a vez dos homens. Ou seja, são dias alternados. Uma van transporta os grupos até o Sesi, que cede o espaço.

“Mas hoje tivemos a graça da notícia de que a água chegou, então nós vamos ter os nossos chuveiros quentes”, agradeceu Bete. Ainda assim, pelo número de pessoas abrigadas, as idas ao Sesi devem continuar.

Catálogo de pessoas

Diariamente, inúmeros caminhões de doação de medicamentos, materiais, insumos, alimentos e voluntários de todo o Brasil chegam ao local. Segundo a enfermeira e diretora técnica da Fundação Municipal de Saúde de Canoas, Cristiane Campos, grande parte dos assistidos pelo Abrigo Fênix são crianças e idosos.

Confira o relato de Cristiane Campos à Som Maior:

“A gente está tentando estabelecer uma organização nesses abrigos para catalogar as pessoas. Temos uma lista no site da prefeitura para ver onde o seu familiar está abrigado”, disse. Além disso, o município possui um prontuário eletrônico, o qual é acessado para verificar quais medicamentos os pacientes estão utilizando, facilitando o fornecimento dos remédios sem a necessidade de receitas. O processo foi simplificado.

“No primeiro momento, no início da semana passada, a gente foi conversando com cada paciente, fazendo o levantamento das suas necessidades de saúde e fornecendo a medicação de acordo com aquilo que o paciente ia nos relatando. Justamente para não desassisti-lo do seu cuidado de saúde. Situações agudas, onde o paciente relata que está com alguma queixa de dor, febre, a gente atende e já fornece a medicação para que ele faça uso”, detalhou Cristiane.

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