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Assaltantes podem ter convivido com moradores há meses 

Delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Koerich, destaca atuação das forças policiais
Marciano Bortolin
Por Marciano Bortolin Criciúma, SC, 01/12/2020 - 20:27
Foto: Eduardo Schaucoski / Impacto / 4oito / Especial
Foto: Eduardo Schaucoski / Impacto / 4oito / Especial

O delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Koerich, disse em entrevista que aqueles que fazem do crime o seu meio de vida, passam tempos pesquisando o alvo do assalto, por exemplo. Por isso, ele não descarta que os assaltantes do Banco do Brasil conviveram com moradores de Criciúma por meses. “O roubo que se transformou em latrocínio em Blumenau, os autores ficaram na cidade por um prazo de nove meses, obviamente que este crime que aqui aconteceu teve um tempo de maturação e com isso lograram êxito na busca de informações. As pessoas que fazem do crime o seu meio de vida, acabam por se misturar com os moradores locais e desta forma obter a rotina do comércio, das agências bancárias, das pessoas de bem para depois lograr êxito”, destacou.

Ele ressalta que todas as informações são verificadas. “Todas as informações que a população tem nos passado tem sido de valia, pois todas são verificadas e corroboram com as investigações. No fim da tarde em conjunto com o IGP estamos periciando os carros utilizados na fuga. Estamos trabalhando, todas as perguntas serão respondidas no curso da investigação policial. É um trabalho que tem que ser feito de forma meticulosa. As investigações requerem um prazo longo para serem realizadas assim como todas as informações que recebemos são checadas, e isso requer tempo. Desde a madrugada iniciamos a troca de informações entre as unidades de Santa Catarina, mas também com agências de outros estados que buscam a identificação e troca de informação que nos levem à identificação”, relatou.

Koerich destaca a atuação da Polícia Militar durante a madrugada de forma positiva. “Os policiais são treinados para proteger as vidas, se no caso aqui aconteceu, teria havido um confronto, certamente teríamos várias pessoas lesionadas se até a vida perdida. A forma como foi agudo foi correto”, concluiu.