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Após ameaça de rompimento, presidente da Casan vem a Criciúma

Prefeito esteve na capital e gravou vídeo após não ser recebido na Companhia de Águas e Saneamento
Por Francieli Oliveira Criciúma, SC, 22/01/2019 - 07:17
Foto: Clara Floriano / 4oito / Arquivo
Foto: Clara Floriano / 4oito / Arquivo

Uma reunião entre o prefeito Clésio Salvaro (PSDB) e a presidente da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), Roberta Maas dos Anjos, amanhã, às 14h, no Paço Municipal, tratará do valor cobrado pelo tratamento de esgoto na cidade. O pleito já anunciado no ano passado ganhou ainda mais notoriedade, ontem, quando Salvaro gravou um vídeo em frente à estatal, em Florianópolis, dando ênfase ao rompimento do contrato após não ser recebido em encontro agendado.

De acordo com Salvaro, o Governo de Criciúma busca a redução de 40% do valor cobrado na taxa de esgoto, que é de 100% do valor da tarifa de água. “A Casan sempre foi importante para Criciúma, mas o inverso também é verdadeiro. Por isso, vamos lutar pelos direitos dos criciumenses. Não podemos mais bancar 100% da taxa de esgoto na conta de água. Em outros municípios do estado isso não acontece, e aqui não será mais assim”, ressalta.

A Prefeitura de Criciúma pode romper o contrato com a estatal caso os índices não forem revistos. “Em 2012, quando assinamos o contrato com a Casan, a Prefeitura recebia 7% de royalties da estatal, cerca de R$ 400 mil por mês. O dinheiro era usado para realizarmos reparos necessários após intervenções da Casan. Mas o recurso deixou de ser repassado em 2013. Agora, queremos que esse valor seja descontado da conta do consumidor”, comenta Salvaro.

A agenda com a nova presidente da Casan foi marcada logo em seguida ao vídeo ser divulgado na rede social. O motivo do não recebimento seria um desentendimento entre a agenda da atual presidência com a nova.

Presença em municípios com menor número de habitantes

A Casan atende de forma plena 193 dos 295 municípios catarinenses, o que corresponde a 65% do total e mais de 2,9 milhões de habitantes. Porém, a presença está principalmente em municípios menores. Dos considerados polos regionais, apenas Chapecó, Florianópolis e Criciúma. No Meio Oeste destaque para Concórdia.

Ficam de fora Joinville, Blumenau, Itajaí e São José, por exemplo, com sistemas próprios. Palhoça compra a água tratada da Casan.

Nove municípios da região

Entre os 27 municípios que formam as regiões da Amrec e Amesc, a Casan está presente em dez. Sendo que seis na Região Carbonífera: Criciúma, Forquilhinha, Içara, Lauro Müller, Nova Veneza e Siderópolis.

Içara foi a mais recente incorporação. O município rompeu com a Casan, retornou e teve recente renovação por 30 anos, em 2018. Já Morro da Fumaça optou, no ano passado, em romper e privatizar o serviço. A ação acabou na Justiça e teve ganho de causa ao município.

Na região da Amesc, Ermo, Maracajá, Passo de Torres e Turvo contam com os serviços da Casan.

Investimentos em obras

Nos últimos anos, Criciúma recebeu investimentos da Casan, especialmente, no que diz respeito a implantação da rede de esgoto. No fim do ano passado, foi assinado convênios no valor de R$ 28,9 milhões.

Porém, em compensação, a cidade é uma das que mais dão retorno financeiro para a Casan e cobre os prejuízos que a companhia tem em municípios menores.