O Criciúma começou o Campeonato Catarinense de 2026 com um resultado negativo. Na noite desta quarta-feira (7), o Tigre foi derrotado por 2 a 0 pelo Marcílio Dias, em Itajaí, em uma estreia que reacendeu debates sobre o modelo de jogo da equipe e aumentou a pressão para o clássico do próximo domingo, contra o Avaí, no Heriberto Hülse.
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Três zagueiros
Após a partida, o técnico Eduardo Baptista concedeu entrevista coletiva e defendeu a manutenção do esquema com três zagueiros, principal alvo de críticas ao seu trabalho desde a última temporada. Segundo o treinador, a formação garante sustentação defensiva aos alas.
“Os três dão uma sustentação atrás. Eu sabia do contra-ataque perigoso. A gente colocou o Lepo ali no segundo tempo, o próprio Hermes. Você tem que dar uma sustentação a eles, fazer essa ligação”, destaca o treinador.
Eduardo destacou ainda que o Criciúma conseguiu controlar melhor o jogo na etapa final, apesar da falta de efetividade ofensiva.
“Nós criamos no segundo tempo, a gente conseguiu segurar os contra-ataques deles. Não fomos letais, a chance que criaram no melhor momento do nosso segundo tempo, a gente tinha que ter feito o gol", comenta.
Melhora no segundo tempo
A melhora após o intervalo foi um dos pontos enfatizados pelo treinador. Baptista explicou que os ajustes no meio-campo deram mais mobilidade à equipe, permitindo que a bola circulasse com mais qualidade e resultasse em chances criadas logo nos primeiros minutos do segundo tempo.
“A gente tinha muita dificuldade de jogar ali. Acho que o Jonatha [Robert] conseguiu fazer bem. Conseguimos a mobilidade, a bola passou pelo meio, a gente continuou jogando, criando, e aí foi natural. Depois a entrada do Sandry também, tendo a mobilidade e criando chance. Eu acho que esse é o Criciúma que a gente quer ver durante o ano”, espera.
Posição de Waguininho
Outro ponto questionado foi a improvisação de Waguininho, que iniciou a partida como ala pela esquerda e mudou para a ponta direita no segundo tempo. Eduardo Baptista descartou o termo “improvisação” e afirmou que a escolha se deu por características do jogador.
“Ali não é uma improvisação, no sistema o Waguininho jogou muito tempo assim comigo, como um ala esquerdo", diz o treinador, que trabalhou com o atleta no Novorizontino.
Reforços
No meio-campo, setor que passou por diversas mudanças em relação à temporada passada, Eduardo Baptista comentou sobre as saídas e chegadas, e admitiu que a falta de regularização do volante Eduardo Biasi pesou na estreia. O treinador reforçou que a diretoria busca reforços pontuais, sem inflar o elenco.
“O que a gente tem feito é trazer pontualmente. Jogadores que venham, como o Sandry. Não adianta trazer volume", frisa.
Sequência
Com um campeonato curto e um clássico logo na sequência, o Criciúma já encara um cenário de cobrança intensa. Para Eduardo Baptista, porém, a pressão faz parte da rotina no clube. “Trabalhar no Criciúma é pressão sempre. A gente está acostumado e ciente disso aqui”, falou.
O Tigre volta a campo no domingo, diante do Avaí, no Heriberto Hülse, buscando recuperação e os primeiros pontos no Campeonato Catarinense de 2026.
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