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A postura que Kleina gostou

Treinador do Criciúma gostou e muito do que viu ontem contra o Avaí na Ressacada
Denis Luciano
Por Denis Luciano Florianópolis, SC, 15/04/2019 - 09:33
Fotos: Guilherme Hahn / A Tribuna / Especial
Fotos: Guilherme Hahn / A Tribuna / Especial

“A postura diante do líder”. Assim, lembrando a melhor campanha feita pelo Avaí em todo o Estadual, que Gilson Kleina enalteceu o desempenho do seu time ontem. “Tivemos a grande chance do primeiro tempo com o Wesley”, lembrou. “Fiquei orgulhoso da nossa equipe. O adversário achou que íamos abdicar de jogar, com todos os problemas que tivemos, mas quero destacar os jogadores e agradecer o torcedor”.

Kleina elogiou a capacidade de reação do Criciúma na Ressacada. “Outras vezes, quando tomávamos gol o time esmorecia. Isso não houve. Fomos buscar, reagimos e ficamos próximos da virada. Um adversário que toma poucos gols, tomou sufoco de nós. Não faltou ousadia, faltou um pouco de tranquilidade”, avaliou.

A forte sequência da semana, com os jogos decisivos contra Chapecoense e Avaí, também foi enfatizada pelo técnico tricolor. “Contra duas equipes de Série A, tivemos postura que poderia ter nos dado vantagem nos dois jogos”, sublinhou. “Agora é Série B. Vamos canalizar todas as forças e trabalhar essa meta e o objetivo do acesso”, anunciou. “Vamos trabalhar, começar do zero e ver os ajustes. Vamos reavaliar, curar lesões e ter uma equipe forte para uma estreia com o pé direito”, projetou, já de olho no Cuiabá, no dia 27 no Majestoso.

Reunião e trabalho

Nada de folga no dia seguinte do fim do Catarinense para o Criciúma. “Nosso torcedor merece uma equipe mais consistente, que passe mais confiança, e que possamos fazer uma Série B com todos mobilizados”, definiu. “Por isso, amanhã (hoje) tem treino à tarde e antes tem reunião para planejar a Série B”. O objetivo é claro: “criar uma identidade, ter espírito e força para decisões”.

O elenco sofrerá mudanças, é fato. Os reforços que viriam, já vieram. Não há outros à vista, ao menos por enquanto. “Temos um grupo. O Maringá vai me passar a situação deles, quem tem contrato, quem não tem. Contratação não pode ser por contratar, tem que ser pontual, conforme a carência”, estipulou. Mas o momento é para recuperar alguns atletas. “Tem alguns extenuados. Pois a chegada e a saída de atletas são naturais”.

A direção de futebol reconhece que o orçamento atual não permitirá mais contratações por algum tempo. “Combinamos com o presidente que faremos de seis a oito jogos até a Copa América para depois avaliar e ver se tem necessidade de trazer mais jogadores”, adiantou João Carlos Maringá. “Isso pode, claro, mudar mediante a alguma oferta, temos jogadores da base que interessam a alguns clubes”, ponderou.

Mas há reforços por estrear, casos do goleiro Paulo Gianezini, do zagueiro Léo Santos, do volante Liel e do meia Adilson Goiano. “E temos quatro ou cinco que já estão jogando e vão evoluir”, anotou, citando um caso em particular. “O Léo Gamalho. Contra o Avaí foi quando ele jogou mais tempo e fez gol. Vai crescer mais”, destacou. “Vamos crescer e chegar fortalecidos no Brasileiro”, concluiu o dirigente.