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A importância da inclusão social por meio das Libras

Programa Do Avesso entrevistou Ramon Silva, tradutor intérprete da língua
Beatriz Coan
Por Beatriz Coan Criciúma - SC, 30/08/2020 - 16:38
Foto: Vitor Netto / 4oito
Foto: Vitor Netto / 4oito

Nessa semana o Programa Do Avesso recebeu Ramon Silva da Cunha. O papo girou entorno da sua área de atuação, tradução e interpretação da Língua de Brasileira de Sinais (Libras). Ele é tradutor interprete profissional, trabalha no IFSC e, também, é professor na Uninter. O programa abordou diversas questões como a diferença entre a linguagem de sinais e Libras, a origem do idioma, a legalização entre outros.

A música do Abecedário da Xuxa introduziu o contato com a linguagem de sinais para muitas pessoas. Mostrando o sinal referente a cada letra do alfabeto, a cantora não estava ensinando libras. Segundo Ramon, as letras do alfabeto servem para soletrar em português e fazer a conexão entre os idiomas, português e Libras. Este último é mais complexo, reúne diferentes gestos. Cada um pode significar uma palavra ou até mesmo frases, como “eu te amo”. Um mesmo gesto pode ter diferentes traduções apenas alterando o movimento feito. Como exemplo, ele trouxe o sinal conhecido como “hangloose” que posicionado em frente ao queixo significada “desculpa”, já se você posiciona a mão no nariz quer dizer “azar”.

Atualmente, a Libras tem ganhado destaque com as Lives que trazem, em sua maioria, interpretes tradutores. Mas infelizmente, Ramon relata que existem fraudadores. Muitas vezes pessoas que entendem Libras, mas não é tradutor. Existem estruturas gramaticais e técnicas de tradução e interpretação de um idioma para o outro.

O Brasil, apesar de ainda não ser amplamente acessível, é um dos principais países quando o assunto é linguagem de sinais. Foi em 1856 que surgiu a Libras, a pedido de Dom Pedro II. Mas foi somente em 1960 que passou a ser desenvolvida com força e em 2002 tornou legalmente um idioma do país.

Confira a entrevista completa: