O técnico do Novorizontino, Enderson Moreira, deixou o gramado inconformado com a derrota por 1 a 0 para o Criciúma, na noite desta terça-feira (21), pela Série B do Campeonato Brasileiro. Na entrevista coletiva, o treinador afirmou que sua equipe produziu mais durante a partida, minimizou a atuação ofensiva do Tigre e ainda fez duras críticas ao goleiro Pedro, acusando-o de fazer cera para gastar tempo.
Na avaliação de Enderson, o Criciúma, líder da Série B e campeão simbólico do primeiro turno, praticamente não criou oportunidades de gol durante o jogo. Segundo ele, o principal perigo do adversário estava nas bolas paradas e o lance do gol nasceu de uma jogada casual.
"O risco deles era bola parada. O gol saiu de uma bola espirrada, não foi uma jogada construída, um passe em profundidade. A bola sobrou para o jogador que estava bem posicionado e ele fez o gol", afirmou.
O treinador sustentou que o Novorizontino foi superior durante boa parte da partida e desperdiçou oportunidades suficientes para conquistar um resultado diferente.
"A gente teve muitas chances, chances claras, boas oportunidades. Merecia muito o resultado, mas ele não veio. Criamos situações construídas, com passes, triangulações. Enfrentamos um adversário muito forte fisicamente, mas que praticamente não construiu nada, a não ser nas bolas paradas", disse.
Críticas ao goleiro Pedro
Outro ponto que chamou atenção na entrevista foi a reclamação de Enderson Moreira sobre a postura do goleiro Pedro. Sem citar qualquer orientação da comissão técnica do Criciúma, o treinador classificou como "vergonhoso" o excesso de paralisações para atendimento ao arqueiro.
"Eu nunca pedi para um goleiro meu cair. Tenho vergonha disso. Não estou falando que o Eduardo (Baptista) peça isso, mas o goleiro deles caiu numa bola que ele nem fez a defesa. Isso é uma vergonha", disparou.
Enderson também criticou a arbitragem por, segundo ele, não coibir esse tipo de comportamento.
"O goleiro hoje é o maior matador de tempo e não toma cartão amarelo. Fica pedindo atendimento, cai aqui, cai ali. Infelizmente, as regras são burladas constantemente", reclamou.
Por fim, o treinador ressaltou que entende estratégias para administrar uma vantagem, como prender a bola no ataque ou valorizar cobranças de escanteio, mas afirmou que não concorda com a utilização de paralisações constantes para retardar o jogo.
"Eu quero ganhar, mas nunca ganhei de qualquer forma. Sei exatamente como eu quero ganhar", concluiu.
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