O Criciúma entra em campo hoje, no Heriberto Hülse, diante do Botafogo-SP, em um daqueles jogos que exigem mais do que futebol. Exigem postura.
É uma partida perigosa. Não só pelo adversário, mas pelo momento. Do outro lado, um velho conhecido: Cássio Tencati, técnico vitorioso, respeitado e que conhece o Majestoso como poucos. Um reencontro que carrega história, respeito e, naturalmente, um componente emocional.
Mas o que está em jogo vai além dos três pontos.
O Criciúma precisa de tranquilidade. Precisa retomar a confiança. Precisa mostrar que aprendeu com os erros recentes.
A derrota para o Goiás deixou lições claras. Um time que marcou distante, deu espaços, não pressionou o portador da bola e pagou caro por isso. Na Série B, esse tipo de erro não perdoa.
Eduardo Baptista sabe disso. E deve mexer novamente na equipe. A tendência é a manutenção do sistema com três zagueiros, buscando mais consistência defensiva. No ataque, a possível entrada de Romarinho pode trazer nova dinâmica e energia.
Mas, mais do que peças, o que precisa mudar é a atitude. O torcedor espera mais. E com razão.
Jogadores como Otero, Vaguinho, Nicolas e companhia têm capacidade para entregar muito além do que vêm mostrando. É noite de assumir responsabilidade, competir em alto nível e responder dentro de campo.
Porque jogos assim não se vencem apenas na técnica. Se vencem na concentração. Na intensidade. Na fome de competir.
O Criciúma não pode repetir os erros defensivos do último jogo. Precisa encurtar espaços, pressionar, ser agressivo na marcação. E, ofensivamente, ser mais decisivo, mais vertical, mais letal.
É jogo de atenção máxima. De humildade para entender o momento. E de personalidade para reagir.
Se quiser viver dias mais tranquilos na competição, o Tigre precisa dar a resposta hoje. E ela começa com atitude.
Dias melhores ao nosso tricolor.
Alex Maranhão
Esporte & Negócios
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