O jogo começou como se imaginava: duro, competitivo, com o Criciúma bem postado. No primeiro tempo, o time conseguiu neutralizar o bom conjunto do Goiás e manteve o equilíbrio da partida.
Mas futebol é detalhe tomada de decisão.
Na segunda etapa, o Criciúma se apequenou. E não foi por falta de capacidade, foi por escolha. A decisão de Eduardo Baptista de desmontar a linha defensiva, abrindo mão de Bruno Alves — que, mesmo sem uma atuação brilhante, dava sustentação ao sistema — custou caro. O time perdeu consistência defensiva, abriu espaços e justamente ali, saiu o gol de Cadu.
Depois disso, o cenário foi claro: o Criciúma sentiu o gol, desorganizou-se, tentando no abafa, mas sem contundência. E quando um time perde organização na Série B, ele não consegue ser letal.
As escolhas do banco também pesaram. Waguininho virou um jogador “sem função”, oscilando entre ataque e lateral sem ser produtivo em nenhuma das duas funções. Diego Gonçalves permaneceu em campo mesmo sem participação efetiva que justificasse a decisão. Resultado: um time confuso, sem construção e sem agredir o bom time do Goiás.
A derrota fora de casa escancara algo que essa competição não permite:
desorganização, baixa competitividade, falta de transição ofensiva e um jogo coletivo que não encaixa, nem a bola parada ontem funcionou.
A Série B é um campeonato de regularidade, leitura de jogo e, principalmente, tomada de decisão. E ontem, o Criciúma falhou justamente nisso.
Agora é virar a chave.
Como diria Argel Fucks: é baixar a cabeça, lamber as feridas e responder dentro de campo.
Sexta-feira, em casa, com o apoio do torcedor, é o momento de mostrar reação. Porque a Série B é difícil e não há tempo para lamentações.
Vamos Tigrão
Alex Maranhão
Esporte & Negócios
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