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Walter Ghislandi: Da origem do nome Bistek a expansão da rede

Empresário contou diversas histórias no Nomes & Marcas deste fim de semana
Erik Behenck
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 23/12/2018 - 15:15
(fotos: Arthur Lessa)
(fotos: Arthur Lessa)

Montar um novo comércio nunca é fácil, ainda mais quando os concorrentes já estão consolidados na área. O Nomes & Marcas deste fim de semana foi com um dos homens responsáveis pela expansão da Rede Bistek, Walter Ghislandi. O começo da marca, o crescimento da rede e a origem do nome foram assuntos tratados ao longo do programa.

“O negócio da família tem dois estágios, quando meu pai casou, em 1955, ele era o filho mais velho, minha mãe era a filha mais velha. Saíram daquele ninho gigante, na do meu pai eram 13 filhos e na da minha mãe 11. Foram tocar um bar em Nova Veneza, em frente ao atual Restaurante Veneza, junto com um tio meu. Ficaram ali por três anos e depois foram para o interior”, contou.

Tempos mais tarde, retornaram para o centro de Nova Veneza, em 1968 seu pai comprou um armazém de um de seus irmãos, nessa época Walter tinha 12 anos e já fazia atendimentos. O atual diretor comercial da Rede Bistek foi estudar em Florianópolis e retornou em 1979, aos 22 anos, bem na época em que a loja mudou seu nome para o atual. A empresa foi crescendo a adquirindo outros mercados que passavam por crises financeiras.

“O início foi muito difícil, no interior. Nós abrimos uma micro filial no Caravaggio, depois fomos para Cocal do Sul, também era uma loja pequena e no Lúcio Cavaler com uma experiência bem-sucedida. Essa do Lúcio Cavaler serviu para mostrar que só seriamos bem-sucedidos se entrássemos no mercado de Criciúma com força, com pujança, e apareceu a oportunidade do Bistekinho, que antes era Althoff”, recordou.

Origem do nome Bistek

Bistek não é nome de família, mas, é apelido, que passou de geração para geração, vindo lá da Itália com o seu bisavô. “Só veio um Ghislandi para o Brasil, o nome dele é Césare, ele era o mais novo da família lá, eles eram de 13 ou 14. A tradição italiana dizia que o filho mais novo deveria ficar em casa para ajudar a mãe na lida da casa. Uma das atividades do Césare era ir na venda comprar o que estivesse faltando”, mencionou Walter.

Entre estas atividades, comprar figo seco, um alimento popular por lá naquela época, era uma tarefa difícil para o bisavô. “O Césare tinha um problema com a língua presa, e ele tinha dificuldade de pronunciar corretamente, que em bergamasco é ‘fic sec’, e faziam ele repetir. Ele contou essa história num bar aqui do Brasil e pegou, passando o apelido para toda a família. No original não era com K”, revelou o empresário.