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Vanir Zanatta conta como a Cooperja se tornou uma das maiores do pais

Durante o Nomes & Marcas, ele falou sobre os 30 anos à frente da cooperativa
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 21/07/2019 - 16:29
(fotos: Arthur Lessa)
(fotos: Arthur Lessa)

Faz 30 anos que Vanir Zanatta é presidente da Cooperja. A cooperativa de Jacinto Machado, que vai completar 50 anos em breve. Quando assumiu, eram produzidas cerca de 100 mil sacas de arroz por dia, passando de 4 milhões atualmente. Zanatta foi o convidado deste fim de semana do Nomes & Marcas e contou as histórias deste período.

“Quando eu peguei tinha cento e pouquinhos associados, faturava uns 100 mil dólares. Em março de 90 a gente recebeu 104 mil sacas de arroz, hoje ela recebe 4,5 milhões de sacas de arroz. Se não fizesse ela crescer, morreria”, comentou o presidente da Coopera. Antes disso, foi para Joinville estudar, conheceu a esposa, mas o casamento aconteceu em Santa Catarina.

Zanatta entrou para a Cooperja em 1987 e dois anos depois já era presidente, naquela época cerca de 30 disputaram o cargo. “Era mais um desafio na minha vida, eu nunca tinha imaginado que seria presidente da cooperativa com 25 anos”, frisou. A cada três anos existe uma eleição para definir o presidente, que pode continuar, já o conselho precisa mudar pelo menos um terço.

“Quando a gente pegou, conversamos com o gerente e com os técnicos para ver o que fazer com a cooperativa. Começamos visitar outras e participar de cursos que o Governo do Estado dava. Se a gente continuasse só com o arroz não iríamos longe. Em 92 a gente abriu um supermercado no Jacinto, em 94 um em Praia Grande”, lembrou Zanatta.

Com o crescimento nas receitas, a Cooperja passou a investir em outros segmentos, como a abertura do Sicoob Credija, posto de combustível para a venda de óleo diesel em preço acessível aos produtores rurais e supermercados, contando com quatro unidades atualmente.

“Queríamos que o agricultor tivesse tudo envolta da cooperativa, com o mercado para comprar os gêneros alimentícios, o crédito, que é o Sicoob Credija, agora temos o diesel, que é outro insumo. Reduzimos a importância do arroz, que hoje é responsável por 55% do faturamento”.

Expansão para o Rio Grande do Sul

Conforme o presidente Zanatta, Santa Catarina produz oito vezes menos arroz do que o Rio Grande do Sul, logo era preciso expandir a cooperativa para o estado vizinho. Atualmente 99% da produção gaúcha é feita por associados e somente 1% comprado de outros produtores rurais.

“Quando percebemos que já estava saturado em Santa Catarina, partimos para o Rio Grande do Sul. Hoje nós temos uma indústria em Santo Antônio da Patrulha, com lojas junto. Se quiser crescer em arroz tem que ir para lá, eles colhem 8 milhões de toneladas e nós uma”, explicou.

Além da produção no Rio Grande do Sul, com investimentos principalmente no litoral norte, a Cooperja manda arroz para a cidade de Arcoverde, em Pernambuco, onde os impostos são mais baixos e o produto pode ser empacotado gerando mais lucros para os associados.

Qual o segredo para crescer?

“O segredo é estar no meio de todos os associados e não esquecer que eles são os donos da cooperativa, é preciso ter simplicidade e não se meter em política. A gente sabe que a política é importante e por isso a nossa organização a nível estadual e federal sempre direciona para pessoas ligadas ao cooperativismo e ao meio rural”.