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Tigre segue protocolos e quer usar paralisação para aperfeiçoar o time

Retorno do futebol em Santa Catarina é colocado em dúvida pelo médico do Criciúma "depende do rumo da pandemia"
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma, SC, 05/03/2021 - 16:12Atualizado em 05/03/2021 - 16:16
Foto: Celso da Luz / Criciúma EC
Foto: Celso da Luz / Criciúma EC

O Tigre segue com uma rotina diferente de treinamentos após a suspensão do Campeonato Catarinense de futebol. O decreto municipal de Criciúma proíbe apenas a realização dos jogos; portanto, os protocolos seguidos no Centro de Treinamento do Tigre mantêm-se os mesmos e a comissão técnica deve aproveitar os 12 dias sem jogos como preparação para a estreia na Copa do Brasil, dia 17 de março contra o Marília.

"Até agora não tem decreto municipal e estadual que impeça os treinamentos. Seguimos normalmente, até porque temos o compromisso no dia 17 da Copa do Brasil. Seguiremos fazendo testagens semanais e mantendo uso de máscara em espaços fechados e vestiários, uso de álcool gel direto, com número menor de pessoas nas mesas de refeição", apontou o médico do Criciúma, Ricardo Furtado, em coletiva nesta sexta-feira.

Em entrevista à Rádio Som Maior na quarta-feira, o presidente do clube, Anselmo Freitas, antecipou a decisão tomada em conjunto entre diretoria e comissão técnica, de alterar a rotina dos trabalhos para fazer uma espécie de conclusão da preparação física e técnica para o Catarinense, após a paralisação do campeonato. 

"Acho que o Criciúma vai ser um dos grandes beneficiados, porque tivemos pouco tempo para preparar a equipe. Creio que os 14 dias serão benéficos para melhoria da condição técnica e física dos atletas. Tivemos reuniões com a diretoria de futebol e comissão técnica e vai mudar toda a programação", disse o presidente.

Para o médico do Tigre, a volta do Campeonato Catarinense dentro de 15 dias ainda não é uma certeza e depende do andamento da pandemia no Estado. "Depende do rumo da pandemia. Se tiver momento de demanda de casos e superlotação de UTIs e hospitais, é difícil o retorno da competição no dia 19. Se tiver estagnação em casos e redução de número de mortes e de ocupação em UTI, as coisas voltam aos poucos", avaliou Furtado. 

"Brasil bate recordes diários de mortes e vem sendo destaque no mundo todo os acontecimentos daqui. O EStado em bandeira vermelha, preocupação agora são as vidas", concluiu o médico.