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Tigre: Anselmo vice agora, Moacir presidente em 2021

É a possibilidade encaminhada após reunião com cerca de vinte investidores que preparam um projeto para o futuro do Criciúma
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 28/08/2020 - 16:31Atualizado em 28/08/2020 - 16:40
Anselmo Freitas deve assumir a vice-presidência e preparar a transição no Criciúma / Arquivo / 4oito
Anselmo Freitas deve assumir a vice-presidência e preparar a transição no Criciúma / Arquivo / 4oito

A reunião entre vários interessados no futuro da gestão do Criciúma aconteceu na tarde desta sexta-feira, 28. E teve bons resultados. "Temos duas propostas. Uma, a liderada pelo ex-presidente Moacir Fernandes, de um sistema de cotas. Outra, do advogado Alexandre Farias, que ele preferiu apresentar mais adiante, quando os parceiros dele, que são de fora, estarão na cidade", resumiu o empresário Anselmo Freitas.

Mas ficou entabulado um acordo prévio. Convidado pelo presidente Jaime Dal Farra e pelo presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Henrique Alamini, Anselmo Freitas deverá, em breve, assumir como vice-presidente do Criciúma. Caberá a ele conduzir a transição entre a gestão Dal Farra e o futuro comando do clube. "Pedi um tempo para pensar, mas estou propenso sim a aceitar esse convite e fazer parte dessa transição", contou Anselmo, que já foi dirigente do clube em outras ocasiões.

Moacir presidente

A proposta do ex-presidente Moacir Fernandes poderá fazê-lo presidente do Criciúma em 2021. "É uma possibilidade, mas a princípio ele é candidato a presidente, e deverá ser chancelado futuramente pelo Conselho", ponderou Anselmo. Jaime Dal Farra, que participou da reunião, continuará presidente pelo menos até o fim do ano. "A GA encerra o contrato em 31 de dezembro e sai. O Dal Farra é presidente até o fim de 2021. Se não aparecer uma nova diretoria no ano que vem, ele se dispôs a ficar na presidência, mas não mais com a GA como parceira", revelou Anselmo.

Moacir Fernandes é o mais cotado para assumir o Criciúma em 2021, à frente de um grupo de investidores

Mas com a pendência em relação à revelação dos detalhes da proposta de Alexandre Farias, novas conversas ocorrerão até que o projeto seja plenamente aberto aos conselheiros. "Acontece que nós vamos unir as forças, não haverá concorrência. Será um projeto só, que vamos definir qual o melhor para unidos fazer esse clube grande", reiterou o empresário. 

E o outro projeto

O advogado Alexandre Farias, que participou da reunião, já havia antecipado que encaminhará uma proposta de gestão do Criciúma, que em breve será entregue ao Conselho Deliberativo. Mas ele havia referido em outras ocasiões, também, que não seria obstáculo em caso de avança de propostas como a do ex-presidente Moacir Fernandes.

Alexandre Farias vai conversar com os seus parceiros para tentar unificar projetos

"Foi uma reunião boa, promissora, foi uma reunião de discutir ideias, com o objetivo de pensar no Criciúma", destacou Farias. "Algumas projeções feitas pelo ex-presidente Moacir Fernandes, da necessidade do clube ter investidores, e já projetando o ano que vem", observou."Eu vou conversar com o meu pessoal na segunda, para tentar unir as ideias numa próxima reunião, e quem sabe estarmos todos juntos", emendou. "Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos", concluiu.

As cotas

A reunião contou com cerca de 20 participantes. "Todos que confirmaram, participaram. Pelo menos cinco empresários já se dispuseram a comprar cotas", contou Anselmo. O modelo proposto por Moacir Fernandes, que está sendo aceito, vai contemplar a divisão de um bolo financeiro em cotas, que cada participante vai comprar para viabilizar os cofres do Criciúma para futuros investimentos. "Ali tinha empresários que nunca foram no clube, que já ajudaram, e que vão ajudar agora, tudo isso pela confiança no projeto", relatou Anselmo. 

Ainda não há números definidos, mas numa hipótese, Anselmo Freitas colocou a possibilidade de 20 cotas de R$ 1 milhão. "Que tenha 18 cotistas de R$ 1 milhão e que duas cotas sejam fatiadas. Que o torcedor com menos recursos possa também comprar uma fração de cota", referiu. "O sistema vigente, do lucro na mão de um investidor, não vai mais existir. Nosso grupo entende que o clube tem que ficar com uma fatia bem considerável do lucro da venda de atletas, para não acontecer o que aconteceu agora. Não temos dívidas, mas não temos jogadores para vender. Em 2012 tínhamos dívida de R$ 3,7 milhões mas um ativo de mais de R$ 60 milhões em jogadores", concluiu.