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Tesouros e Maldições: Romance recém-lançado envolve mistérios e memórias da região

Obra do professor universitário Rafael Hoffmann começou a ser produzida em 2018
Por Redação Criciúma, SC, 28/11/2021 - 14:06
Foto: Divulgação
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O resgate das memórias regionais e os mistérios que as cercam dão o tom para um romance recém-lançado pelo professor universitário Rafael Hoffmann. O livro “Tesouros e Maldições”, que começou a ser produzido em 2018, foi um dos projetos selecionados pelo Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura em 2020 e executado com recursos do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC).

A obra possui uma história desenhada em duas épocas. A primeira parte acontece em 1756, no desfecho das Guerras Guaraníticas. Miguel, um jovem guarani, e o padre Tadeu, um jesuíta de passado misterioso, são os encarregados de proteger os tesouros dos Sete Povos das Missões. Em seu encalço, além das tropas de demarcação de território, está um grupo de mercenários em busca de ouro e sangue. Já a segunda parte remonta ao início da década de 1970 e acompanha a trajetória de Beto, um jovem universitário carioca atormentado pelo misterioso desaparecimento do avô na Serra Catarinense. Ele parte para Orleans em busca de respostas e de um tesouro mítico sem saber que seus passos são vigiados. 

“Durante suas jornadas, esses personagens serão arremessados em um redemoinho de memórias, histórias e sentimentos em busca de seu maior tesouro: a autodescoberta”, descreve Hoffmann, que buscou construir uma obra mesclando fatos históricos e ficção. O objetivo, conta o autor, foi criar uma narrativa que conseguisse entreter e informar.

O escritor de “Tesouros e Maldições” encontrou uma grande quantidade de conteúdos e obras históricas, muitas delas disponíveis digitalmente, que o ajudaram a reconstruir um passado de forma mais precisa. Um dos materiais encontrados ajudou a construir diálogos que se aproximasse aos tempos antigos. “Tive acesso a um dicionário de português publicado em 1712. Com esse dicionário, pude tentar criar diálogos minimamente adequados para a época, usando algumas palavras comuns ao período”, conta Hoffmann.

Uma peça fundamental na obra foi o padre João Leonir Dall’Alba, que também foi escritor, historiador e sacerdote da Congregação de São José - Josefinos de Murialdo. O autor entende que a obra que produziu não existiria sem a pesquisa do padre, especialmente por causa do livro “O Tesouro do Morro da Igreja’”, que Hoffmann ganhou do avô, em 1994. “De lá para cá, já perdi as contas de quantas vezes já reli o livro. Provavelmente, foi numa dessas realidades que a ideia de escrever o que viria a ser ‘Tesouros e Maldições’ surgiu”, revelou. 

Obra de ficção

Apesar de resgatar fatos históricos, a obra é um romance e deve ser tratada como uma ficção. Hoffmann se guiou por uma citação do escritor Michael Chabon (autor de “Garotos incríveis” e “As incríveis aventuras de Kavalier e Clay”), tentando respeitar a história e a geografia sempre que servissem aos seus propósitos como romancista, mas quando isto não acontece, com alegria ou pesar, as ignora. 

“O maior desafio foi acrescentar personagens fictícios a algumas lacunas da história para tentar criar uma ficção atrativa e minimamente acurada historicamente. Para mim, um romance histórico tem como função despertar a curiosidade das pessoas para que elas possam estudar por conta própria e descobrir o que é realidade”, descreveu Hoffmann.

“Tesouros e Maldições”, escrito por Rafael Hoffmann, está disponível para venda no site (http://tesourosemaldicoes.com.br/) ou através das redes sociais do autor (instagram.com/rafaelhoffmann, twitter.com/r_hoffmann, https://www.facebook.com/hoffmann.rafael).

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