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Tarifas de energia da região passarão por reajuste

Cooperativas de distribuição devem aumentar tarifas de acordo com resolução da Aneel
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma - SC, 03/09/2019 - 17:47Atualizado em 03/09/2019 - 17:47
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A redução tarifária anunciada pela Celesc para o Estado de Santa Catarina não deve impactar diretamente no bolso do consumidor atendido pelas cooperativas da região Carbonífera. Isso porque uma resolução da Aneel prevê um reajuste médio de 10% do cálculo tarifário anual. Esse percentual é relativo à tendência da agência reguladora de, gradativamente, retirar o subsídio às cooperativas que distribuem energia.

A reportagem do Portal 4oito fez um levantamento com as cooperativas, relativo ao aumento tarifário e no preço cobrado atualmente. A energia mais barata é ofertada pela Coopera, que atende a cidade de Forquilhinha, grande parte de Nova Veneza e a parte sul de Criciúma. É cobrado R$ 0,33807 pelo quiilowatt/hora na tarifa residencial. 

A energia mais cara da região - e do Estado - está em Urussanga. A tarifa é de R$ 0,647 por quilowatt/hora. A empresa Força e Luz justifica que o preço não é uma norma corporativa e que a companhia trabalha dentro das normas que hoje se apresentam com base nas questões legislativas e somente instrumentaliza o que recebe como regra. 

Mesmo com o aumento tarifário previsto para as cooperativas, algumas ainda apresentarão valor na conta final ao consumidor mais baixos do que os pagos pelos cidadãos de Criciúma atendidos pela Celesc, por conta do subsídio que as cooperativas recebem do governo Federal.

Morro da Fumaça - Cermoful

Preço da tarifa residencial: R$ 0,50740 quilowatt/hora. A cooperativa destaca que no dia 29 de setembro, de acordo com determinação da Aneel, vai haver o reajuste, provavelmente na casa dos 10%. 

O subsídio do governo Federal oferece um desconto de 69% na compra da energia junto à Celesc. Como a distribuição envolve outros gastos, como o transporte da energia, a estimativa da Cermoful é de que represente cerca de 20% de desconto ao consumidor.

Içara e Rincão - Cooperaliança

Preço da tarifa residencial: R$ 0,46 quilowatt/hora. A cooperativa antecipou o aumento tarifário para agosto, geralmente o mês adotado para o reajuste. Na tarifa residencial, o aumento foi de 9,89%, enquanto nas conexões de alta tensão, geralmente da área industrial, foi de 10,17%. A Cooperaliança tem um subsídio de 38% na compra de energia, ano passado era 41%.

Forquilhinha e Nova Veneza - Coopera

Preço da tarifa residencial: R$ 0,33807 quilowatt/hora. O subsídio para a compra de energia pela cooperativa é de 50%. Com os gastos adicionais na distribuição, a Coopera não tem estimativa de quanto o subsídio impacta no bolso do consumidor. A cooperativa justifica que nem 30% do faturamento é sobre a distribuição de energia. A diminuição do preço da energia da Celesc ajuda a não ter um reajuste tarifário maior; não foi divulgado a porcentagem de aumento da tarifa, programado para setembro.

Treviso e interior de Siderópolis - Certrel

Preço da tarifa residencial: R$ 0,55 quilowatt/hora. A cooperativa limitou-se a dizer que vai passar pelo reajuste de acordo com a resolução da Aneel, mas não informou a porcentagem de subsídio e nem de quanto será o aumento tarifário.

Siderópolis - Força e Luz

Preço da tarifa residencial: R$ 0,63905 quilowatt/hora.

Cocal do Sul - Coopercocal

Preço da tarifa residencial: R$ 0,46814 quilowatt/hora. Valor ainda sem o reajuste tarifário previsto para setembro, também sem anúncio da porcentagem.

Criciúma - Celesc

Preço da tarifa residencial: R$ 0,46978 o quilowatt/hora, acrescido de 12% do ICMS.