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Secretária explica os números de 2017 da Saúde em Criciúma

Redução na distribuição de comprimidos foi significativa, assim como o aumento nos afastamentos de servidores
Erik Behenck
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 01/08/2018 - 18:31Atualizado em 01/08/2018 - 19:16
(foto: reprodução)
(foto: reprodução)

Divulgado na terça-feira (31) pelo Observatório Social de Criciúma, o relatório de acompanhamento dos trabalhos da Secretaria de Saúde em 2017 teve destaque em alguns pontos. O afastamento de servidores efetivos foi mais do que o dobro do levantamento anterior. Segundo a secretária de Saúde de Criciúma, Francielle Gava, isso acontece devido a alguns fatores.

“Nós temos vários tipos de afastamento, como as licenças maternidade, auxilio doença por ter feito um procedimento cirúrgico, por estar em tratamento de câncer e também temos muitas pessoas pela questão da depressão e relacionadas a doenças psíquicas e voltadas para a saúde mental”, explicou. Outra questão que pode ter influenciado nos números foi a efetivação de servidores.

Em 2016 a quantidade de comprimidos distribuída ultrapassava 30 milhões anualmente. Em 2017 os números tiveram uma redução significativa, cinco milhões de comprimidos a menos que o relatório do ano anterior, isso foi possível devido à realização de campanhas de conscientização visando o uso racional. O medicamento mais consumido é o clonazepam, conhecido por rivotril.

“Quando começam a tomar um medicamento como o rivotril, podem ficar viciadas, então é importante procurar outros métodos, como a higiene do sono, a meditação. N alternativas para deixar o medicamento como última oportunidade”, orientou Francielle. O custo per capita por habitante em Criciúma ficou em R$ 1.053,11 anuais para 211.369 habitantes.

O levantamento de 2017 será utilizado como base para a próxima versão, que será lançada em 2019, referente ao ano atual. Também ocorreu redução nos valores gastos na Saúde, saindo de R$ 241.443.695,35 para R$ 222.594.809,59, enquanto isso a receita do município cresceu quase R$ 80 milhões.

“Várias ações foram tomadas, mas eu cito como exemplo dois contratos que levavam um aporte financeiro maior. Que era do Hospital São José que tinha um repasse maior do que os serviços prestados e isso acaba diminuindo os repasses do município como um todo e também do Hospital Materno Infantil que reduzimos um valor significativo do ISEV para o Ideas”, completou Francielle.