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"Se em Camboriú estão fazendo festas, vai sobrar para Criciúma também", diz pneumologista

Renato Matos ressalta que o importante é manter a quantidade de leitos de UTI disponíveis á população
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC , 13/07/2020 - 09:02Atualizado em 13/07/2020 - 09:06
Arquivo / 4oito
Arquivo / 4oito

Está aumentando a quantidade de casos do novo coronavírus. O fato não diz respeito somente a Criciúma, que já conta com 100% dos leitos do SUS voltados para a doença lotados, mas também para toda Santa Catarina. De acordo com o médico pneumologista Renato Matos, o problema é que enquanto outros municípios não mantiverem as restrições necessárias, Criciúma também arcará com as consequências. 

"As pessoas não se deram conta de que não adianta Criciúma fazer as coisas certinhas, o que interessa é o número de leitos disponíveis. Se em Camboriú estão fazendo festas vai sobrar para Criciúma também. Nosso sistema de saúde não é um sistema para Criciúma, é estadual", declarou o médico.

Atualmente em Criciúma, no SUS, caso algum novo paciente com Covid-19 precise de UTI, terá de ser transferido para outro hospital do estado que conte com leitos disponíveis. Para Renato, não é momento de achar culpados pelo aumento no número de registros da doença, mas sim de se preparar.

"Não é momento de procurar culpados. Perdemos muita energia e tempo com bobagens, medicações que a literatura chama a atenção para que não funcionam. Estamos cansados de responder sobre ivermectina e outra medicação famosa, sabemos que o que funciona é o tratamento de UTI e isso precisa estar disponibilizado à população", ressaltou.

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Tags: coronavírus