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“Saiu um monte de narrativa”: padre contesta versões sobre incêndio que destruiu igreja em SC

Perícia deve começar nos próximos dias; missas foram transferidas para salão ao lado do templo

Por José Demathé Criciúma, SC, 13/10/2026 - 09:10 Atualizado há meio minuto
Igreja da paróquia São José, em Treze de Maio, ficou totalmente destruída após incêndio | Foto: CBMSC/4oito
Igreja da paróquia São José, em Treze de Maio, ficou totalmente destruída após incêndio | Foto: CBMSC/4oito

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A causa do incêndio que destruiu a igreja da paróquia São José, em Treze de Maio, continua sem explicação, e as versões que passaram a circular nas redes sociais não têm nenhuma comprovação. Os técnicos devem começar a perícia nos próximos dias, com análise do local, imagens de câmeras e conversas com quem estava por perto.

“Não temos causa, nós não temos a mínima condição de dizer o que poderia ter acontecido”, afirmou o pároco, padre Lino Brunel, em entrevista à Rádio Som Maior.

Segundo ele, as últimas pessoas que saíram do templo fecharam tudo normalmente e não notaram nada diferente. “Conversei com as últimas pessoas que saíram da igreja, ninguém viu nada, ninguém escutou nada, ninguém sentiu cheiro nenhum diferente”, relatou. Cerca de meia hora depois, a igreja já estava em chamas.

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Versões sobre política, vândalos e outras igrejas são descartadas

Depois do incêndio, passaram a circular versões que apontavam motivação política, ação de vândalos e conflito com outras igrejas. O padre descartou todas. Disse não ter desentendimento com nenhuma igreja nem confronto com partidos, e que não há registro de vandalismo na região. “Saiu um monte de narrativa, mas não tem razão nenhuma”, afirmou.

Causa do fogo segue desconhecida, e perícia deve começar nos próximos dias | Foto: CBMSC/4oito

Sobre a possibilidade de curto-circuito, ele disse que não tem como concluir nada, já que não estava na igreja quando o fogo começou. “Se foi lá em cima, possivelmente foi um curto-circuito, mas não temos como concluir nada”, declarou.

Condenação de ex-funcionário também entrou nas conversas

Outra versão relacionou o caso à condenação de um ex-funcionário da paróquia, que saiu na semana passada. Segundo as informações lidas durante a entrevista, ele foi condenado a 4 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão em regime semiaberto por 11 crimes de furto qualificado, cometidos com abuso de confiança e fraude, e deve pagar R$ 100 mil de indenização à paróquia. Os desvios aconteceram há cerca de 14 anos, e ainda cabe recurso.

O padre disse que não acompanhou o processo e que não pode afirmar nem descartar nenhuma hipótese. “Eu não posso concluir nada, nem a favor nem contra”, disse. Até o momento, não há informação de investigação que ligue o caso ao incêndio.

Reconstrução ainda sem estimativa

Não há valor de prejuízo nem de reconstrução. O padre explica que é preciso primeiro elaborar um projeto, porque tudo foi destruído. Segundo a Defesa Civil, as paredes que ficaram de pé estão comprometidas e devem ser derrubadas, e ainda não se sabe se os alicerces podem ser aproveitados. A igreja tinha cerca de 1.500 m², 100 bancos, som, ar-condicionado, altares e sacristia completa.

Missas e casamentos no salão de festas

Enquanto isso, as celebrações acontecem no salão de festas ao lado do templo, adaptado desde o fim de semana. A ideia é manter ali tudo o que for possível. Há dois casamentos marcados para o próximo sábado, e a paróquia ainda avalia como organizar as cerimônias.

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