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“Sabemos que pessoas irão morrer em Santa Catarina”, diz Moisés sobre a Covid-19

Estado registrou um óbito e possui 163 casos confirmados
Por Marciano Bortolin Florianópolis, SC, 27/03/2020 - 19:08Atualizado em 27/03/2020 - 19:13

Em nova entrevista coletiva, o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva, reforçou o plano para retomada das atividades no estado após o fim da quarentena, na próxima semana. Alguns serviços, como agências bancárias, cooperativas de créditos e casas lotéricas já reabrem na segunda-feira, 30, enquanto outros setores voltam na quarta-feira, 1º de abril, porém, seguindo algumas regras. 

Enquanto isso, Carlos Moisés lembra que é importante que os catarinenses não saíam de casa. “Não queremos que as pessoas voltem a fazer reuniões de público”, cita.

Santa Catarina fechou a sexta-feira com 163 casos confirmados e 325 suspeitos. Na segunda-feira, o Governo Estadual lançará um aplicativo para tirar as dúvidas dos catarinenses.

O estado registra um óbito até o momento, mas o governador admite que outras devem ocorrer. “Temos a convicção de que teremos outros óbitos. Quanto mais preparado tiver o poder publico, mais sobrevida daremos às pessoas. Temos que proteger. O apelo do estado ainda é fique em casa.  A partir de 1º abril a efetividade de alguns setores.  Bancos, lotéricas e cooperativas a partir de segunda-feira, 30.

Essa sexta-feira marcou o 10º dia de isolamento social em Santa Catarina e Moisés enfatizou que após a primeira quinzena é possível mensurar os resultados da tentativa de achatar a curva. 

Sobre as carreatas programadas para a tarde de sexta-feira, inclusive uma delas ocorreria em Criciúma, o governador diz não questionar a motivação. “Cada um é livre para expor o seu pensamento, o que não pode é ter aglomerações. Não é o melhor momento para fazer manifestações”, afirma.

Ainda na sexta-feira, o governador e o secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino participaram de uma videoconferência com os prefeitos das 15 maiores cidades catarinenses. “Alinhamos a possibilidade de reuniões semanais para ficar mais próximos dos municípios, apoiá-los”, revela.

Outro fato citado é que o Estado deve deixar de arrecadar R$ 1 milhão, o que reflete no equilíbrio fiscal dos municípios. “Vai impactar diretamente. Iniciamos no momento certo o nosso isolamento, vamos fazer os 15 dias que é o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e vamos avaliar”, diz.

Carlos Moisés também comentou a decisão do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro que prolongou a quarentena até o dia 8 de abril. “Os municípios têm autonomia para impor regras mais restritivas, exercer as suas próprias normas. O estado vai ter olhar para o setor produtivo baseado na norma que vamos aprovar”, fala o governador, explicando ainda como funcionará a fiscalização das normas restritivas a partir da semana que vem. “As normas são expedidas pela Secretaria de Estado da Saúde e pela Vigilância em Saúde e a fiscalização é de todas as esferas de governo naquilo que lhes compete. Temos metologias de fiscalização que colocaremos em prática”, afirma.

 

 

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