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Rubinho Angelotti afirma que Figueirense está livre do perigo do tapetão

Presidente da Federação entende que time catarinense não cometeu irregularidade; advogado criciumense discorda
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Florianópolis - SC, 02/12/2019 - 12:07Atualizado em 02/12/2019 - 12:07
Rubinho Angelotti esteve na Rádio Som Maior neste segunda-feira (Foto: Luana Mazzuchello)
Rubinho Angelotti esteve na Rádio Som Maior neste segunda-feira (Foto: Luana Mazzuchello)

Uma possível virada de mesa, alertada pelo advogado especialista em direito esportivo de Criciúma, Antonio Sergio Fernandes, movimentou a última rodada da Série B, que já havia, dentro de campo, definido os quatro rebaixados para a Série C. Londrina, São Bento, Criciúma e Vila Nova entraram em campo em busca da vitória, para terminar em 17º lugar e tentar via tribunal a vaga do Figueirense, sob a alegação de escalação de atleta irregular. O presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF), Rubinho Angelotti, descartou a possibilidade do tapetão contra o clube da capital catarinense.

Duas situações poderiam levar o Figueira ao tribunal: o W.O contra o Cuiabá e a escalação do lateral esquerdo Raphael Soares. Segundo o advogado Antonio Fernandes, o atleta atuou em três competições nacionais, o que fere o regulamento da Série B. No entanto, em uma das competições, ficou apenas no banco de reservas, o que causa a discordia de argumentação. "O Figueirense não corre risco. O W.O é trânsito em julgado. Sobre o jogador, é bem claro o regulamento: artigo 46, inciso 2. O jogador ficou no banco, se ele tivesse tomado algum cartão, aí sim o Figueirense correria risco. O regulamento é bem claro: ele atuou apenas em dois clubes e em duas competições", afirmou Angelotti.

Raphael Soares foi contratado pelo Figueira em setembro, no auge da crise interna no clube. De olho em evitar a iminente queda do Tigre, o advogado criciumense avaliou todos os jogadores escalados pelo Figueira e encontrou o princípio de irregularidade. O atleta jogou a Série D pelo Caxias e entrou em campo em uma  oportunidade pelo Figueirense na Série B. Antes, figurou entre os suplentes pelo Santa Cruz, do Recife, na Copa do Brasil.

Raphael Soares foi apresentado no começo de setembro no Scarpelli
(Foto: Rodrigo Polidoro / Mix Mídia)

Com as vitórias dos quatro times rebaixados, todos empataram nos 39 pontos. Pelo número de vitórias, cabe ao Londrina, 17º, tentar a virada de mesa. "A Fifa entende que atuar é estar no banco de reservas, basta estar relacionado na súmula. Procurei o Londrina e eles me disseram que vão entrar", disse o advogado Antonio Fernandes, que vai auxiliar o time paranaense no tribunal. 

Na avaliação do comentarista do Timaço da Som Maior, João Nassif, o Tigre evita uma situação desnecessária neste fim de temporada, com a vitória dos adversários da zona de rebaixamento. "A vitória do São Bento e do Londrina foram boas, porque tiram o foco de uma situação que lá na frente pode dar em nada. É o tribunal quem vai decidir. Tira a perspectiva do Criciúma de tentar uma virada de mesa".