Se você mora de aluguel ou é proprietário de um imóvel, provavelmente já se perguntou como funciona o reajuste do aluguel em 2026. Com mudanças econômicas e novas regras tributárias em vigor, essa dúvida tornou-se ainda mais comum.
A boa notícia é que o reajuste segue regras claras e não acontece de forma aleatória. Entender como ele funciona ajuda a evitar surpresas no orçamento, facilita negociações e garante mais segurança para todas as partes envolvidas.
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O que é o índice de reajuste do aluguel?
O índice de reajuste do aluguel é um indicador usado para atualizar o valor da locação ao longo do tempo, de acordo com a inflação. Ele serve para corrigir o preço e manter o valor real do aluguel, acompanhando o aumento do custo de vida. Importante destacar que o reajuste não é aumento livre, o proprietário não pode alterar o valor quando quiser.
A Lei do Inquilinato determina que:
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o índice precisa estar previsto no contrato;
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o reajuste só pode ocorrer uma vez a cada 12 meses;
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a correção deve seguir um índice oficial de inflação.
Quando o reajuste pode ser aplicado?
O reajuste ocorre sempre na data de aniversário do contrato.
Por exemplo:
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contrato assinado em maio de 2025;
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reajuste aplicado em maio de 2026.
Antes desse prazo, o valor do aluguel não pode ser alterado.
Qual índice de reajuste usar em 2026?
A lei não obriga o uso de um índice específico. O que vale é o que estiver escrito no contrato. Os dois índices mais usados são:
IPCA
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Calculado pelo IBGE;
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É a inflação oficial do Brasil;
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Mais estável e previsível;
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Reflete melhor o custo de vida das famílias.
IGP-M
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Calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV);
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Muito usado no mercado imobiliário;
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Mais volátil, podendo subir ou cair;
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Sensível à variação do dólar e de commodities.
Nos últimos anos, muitos contratos passaram a usar o IPCA por ser mais previsível e menos impactante para o inquilino.
Quanto o aluguel pode aumentar em 2026?
Não existe um percentual único de reajuste. O valor depende exclusivamente do índice previsto no contrato.
Em 2025, os índices tiveram os seguintes resultados:
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IGP-M: variação acumulada de -1,05%;
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IPCA: inflação acumulada de aproximadamente 4,46%.
Na prática:
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contratos atrelados ao IGP-M podem ter reajuste baixo ou até nenhum;
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contratos corrigidos pelo IPCA podem ter aumento próximo de 4%.
Cada contrato deve ser analisado individualmente.
O reajuste pode ser negociado?
Mesmo com índice definido em contrato, locador e inquilino podem negociar, desde que haja acordo entre as partes. Isso é comum principalmente em renovações de contrato.
Algumas alternativas são:
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trocar o IGP-M pelo IPCA;
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aplicar um reajuste menor;
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renovar o contrato com novas condições.
O diálogo costuma evitar conflitos e beneficiar ambos os lados.
Quais são os direitos do inquilino?
Todo inquilino tem direitos que precisam ser respeitados no reajuste do aluguel, como:
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receber aviso prévio sobre o novo valor;
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ter o reajuste apenas após 12 meses;
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exigir que o índice esteja no contrato;
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negociar condições na renovação;
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contestar reajustes abusivos ou fora da lei.
Contrato claro e informação correta são as melhores formas de garantir uma locação tranquila.
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